Veja o trailer do filme A Luta por um Ideal
A Luta por um Ideal
O filme
Em A Luta por um Ideal, Jamie é uma mãe solteira que trabalha como balconista e mal consegue acompanhar o desempenho escolar da filha, cada vez mais desmotivada. Nona é uma professora exausta que vê seus alunos afundarem sem apoio da diretoria.
Quando elas descobrem a existência de uma lei estadual chamada "parent trigger", que permite à comunidade assumir uma escola em crise, decidem cruzar a cidade de Pittsburgh, собрать apoios e enfrentar o sistema de frente. O que começa como um abaixo-assinado vira uma guerra de processos, opinião pública e pressão política.
O longa dirigido por Daniel Barnz usa esse gatilho legal real para discutir fracasso escolar, burocracia e o ativismo de pais que não aceitam mais esperar.
Estreia e legado
Lançado nos cinemas americanos em setembro de 2012, A Luta por um Ideal entrou em cartaz no Brasil em 2013 com distribuição limitada e campanhas pontuais em salas de grandes redes.
Não passou pelo circuito de festivais e não foi indicado ao Oscar, mas o tema era quente: o documentário Waiting for Superman (2010) já tinha colocado a crise da educação pública americana em evidência. O filme tentou surfar esse debate, mas dividiu a crítica especializada e associações de professores, que consideraram a narrativa injusta com o magistério.
Hoje é lembrado como um drama social correto, mais valorizado pelo elenco do que pelo roteiro, e costuma aparecer em listas de filmes com atrizes premiadas que passaram despercebidos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o duelo de Maggie Gyllenhaal e Viola Davis sustenta a fita mesmo quando o texto derrapa. As duas conseguem passar cansaço, medo e teimosia sem apelar para o melodrama gratuito.
As participações de Holly Hunter como sindicalista e de Oscar Isaac como professor idealista dão camadas ao debate.
Ponto fraco: o roteiro é excessivamente maniqueísta. Professores e burocracia viram vilões de novela, e a solução encontrada é limpa demais para um problema real e complexo. Daniel Barnz empilha cenas de tribunal e assembleia que se repetem no segundo ato, o que deixa o ritmo arrastado.
Curiosidades
- O roteiro foi escrito pelo próprio diretor, Daniel Barnz, e pela produtora Brin Hill, e se inspirou diretamente nas primeiras escolas californianas que usaram a lei "parent trigger" em 2010.
- Viola Davis e Maggie Gyllenhaal já tinham contracenado em "Doubt - A Verdade Suspeita" (2008), mas nunca com tanto tempo de tela juntas.
- O longa teve custo estimado em US$ 20 milhões e arrecadação modesta, o que comprometeu qualquer plano de sequência ou spin-off.
Perguntas frequentes
A Luta por um Ideal é baseado em fatos reais?
É inspirado em leis reais de "parent trigger" aprovadas em estados americanos, mas os personagens e a trama são ficcionais.
Tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais começam logo após o último diálogo da resolução.
Vale a pena assistir A Luta por um Ideal hoje?
Vale pelo elenco principal e pelo debate sobre educação. Pode frustrar quem prefere roteiros mais equilibrados sobre o tema.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas sociais americanos que curtem tramas jurídicas e escolares no estilo de Um Limite entre Nós.
- Quem acompanha atrizes premiadas como Viola Davis e Maggie Gyllenhaal e quer ver as duas dividindo protagonismo.
- Interessados em debates sobre educação pública e políticas de responsabilização escolar, especialmente nos EUA.