Veja o trailer do filme A.I. - Inteligência Artificial

A.I. - Inteligência Artificial

A.I. - Inteligência Artificial

Sobre o que é A.I. - Inteligência Artificial

Num futuro em que o aquecimento global engoliu as cidades litorâneas, os humanos criaram androides servis chamados mechas. Monica, devastada pelo filho em criogenia, adota David, o primeiro robô capaz de sentir amor.

Quando o filho biológico de Monica é curado e volta para casa, David vira um estorvo. Abandonado pela única pessoa que importava, o menino-máquina parte numa travessia que mistura conto de fadas, road movie e distopia existencial.

A premissa parece simples, mas o longa usa essa jornada para cutucar a ferida mais antiga da ficção científica: o que acontece quando a criação supera emocionalmente o criador.

Quando estreou e por que ainda importa

A.I. chegou aos cinemas em 29 de junho de 2001 nos Estados Unidos e estreou no Brasil em 7 de setembro do mesmo ano, distribuído pela 20th Century Fox.

O filme nasceu de um projeto que Steven Spielberg herdou de Stanley Kubrick, fascinado pelo conto Super-Toys Last All Summer Long, de Brian Aldiss. Kubrick acreditava que Spielberg era o diretor certo para o material.

Mais de duas décadas depois, o longa é cultuado por quem aprecia ficção científica melancólica e virou referência obrigatória em qualquer debate sobre inteligência artificial, empatia artificial e o medo humano de ser substituído pelas próprias máquinas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: A direção de Spielberg entrega algumas das imagens mais bonitas já feitas sobre robôs querendo ser humanos. A sequência no parque de diversões destruído, com a plateia de estátuas, é cinema do tipo que gruda na retina.

Outro acerto: Jude Law rouba a cena como Gigolo Joe, um mecha tão magnético que dá raiva ele não ser o protagonista o filme inteiro.

Ponto fraco: O terceiro ato, que resolve a busca de David com uma virada tecnológica, é unanimemente polêmico. Quem prefere o Spielberg cru de A Lista de Schindler pode achar o final açucarado demais.

Curiosidades de bastidor

  • Stanley Kubrick desenvolveu o projeto por quase uma década e, no fim, entregou a direção a Steven Spielberg por acreditar que o amigo tinha mais afinidade com a história de uma criança rejeitada.
  • O visual dos mechas foi desenhado pelo próprio Kubrick antes da sua morte, em 1999, e Spielberg usou boa parte dessas referências para manter a continuidade estética com a visão original.
  • Haley Joel Osment rodou várias cenas em ordem cronológica e sem ver o terceiro ato, para reagir como uma criança real que não sabe o que vem pela frente.

Perguntas frequentes sobre A.I. - Inteligência Artificial

A.I. - Inteligência Artificial tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com os créditos finais, sem teaser extra ou cena escondida depois.

Qual é a duração de A.I. - Inteligência Artificial? São 146 minutos, quase duas horas e meia, então vá preparado para uma sessão longa.

A.I. - Inteligência Artificial é baseado em qual livro? O roteiro é livremente inspirado no conto Super-Toys Last All Summer Long, de Brian Aldiss, e foi tocado primeiro por Stanley Kubrick antes de passar para Steven Spielberg.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica reflexiva: quem curte ficção científica que pensa tecnologia em vez de só explodir robôs, no estilo de Gattaca.
  • Devotos do Spielberg dramático: quem prefere o lado emotivo do diretor em vez do lado blockbuster, e quer entender a ponte entre ET e a fase adulta do cineasta.
  • Entusiastas de IA e futuro: quem debate machine learning, consciência artificial e ética robótica vai encontrar aqui um exercício de imaginação que envelhece estranho e muito bem.