Veja o trailer do filme A Espiã
Sobre o que é A Espiã
Em 1944, a Holanda ainda sangra sob a ocupação nazista. Rachel Stein, uma jovem judia que sobrevive a um ataque aéreo, é a única passageira a escapar de um massacre num barco de evacuação em Biesbosch.
Desnorteada e sem nada a perder, ela se junta à resistência e ganha uma nova identidade: Ellis de Vries. A missão é se aproximar de um oficial da SS e virar peça-chave numa operação para libertar prisioneiros aliados.
O longa do diretor Paul Verhoeven mistura guerra, espionagem e drama de época, com a brutalidade típica de quem dirigiu O Homem sem Sombra e RoboCop.
Estreia e legado
A Espiã (no original, Zwartboek) chegou aos cinemas brasileiros em 11 de janeiro de 2008, depois de estrear na Holanda em 2006 e rodar festivais como Veneza e Toronto.
O filme teve forte impacto na carreira do elenco. Carice van Houten virou nome global após o papel, o que rendeu a escalação anos depois para Game of Thrones como Melisandre.
Foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e entrou para o Guinness como a produção holandesa mais cara já realizada. Hoje é lembrado como um dos melhores dramas europeus sobre espionagem na Segunda Guerra, frequentemente citado ao lado de obras como Ponte dos Espiões.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a protagonista escrita sem moralismo. Ellis é manipuladora, sedutora, carente e cruel quando precisa, e Carice van Houten entrega uma atuação física, quase silenciosa, que segura 145 minutos de tela.
Verhoeven também acerta na direção de arte e nos figurinos: a Holanda ocupada parece suja, perigosa e real, sem a estética de novela histórica que marca vários dramas do mesmo período.
Ponto fraco: o roteiro se espalha em subtramas demais. O segundo ato, com jogos de traição entre resistência, SD e Igreja, perde ritmo em diálogos expositivos. A resolução, por sua vez, mistura tantos personagens que algumas mortes passam em branco.
Mesmo assim, o saldo é positivo. É um filme raro dentro do cinema de guerra europeu: nada de heróis limpos, nenhum patriotismo fácil.
Curiosidades de bastidor
- O roteiro foi escrito por Gerard Soeteman, parceiro de longa data de Verhoeven desde O Quarto Homem. É o primeiro trabalho dos dois desde 1983.
- Antes de Carice van Houten, o papel de Ellis foi oferecido a atrizes como Angelina Jolie e Cate Blanchett, que recusaram por questões de agenda.
- As cenas no rio Biesbosch foram gravadas em locação real, com a produção esperando a luz certa de fim de tarde durante semanas para reconstruir a travessia.
Perguntas frequentes
A Espiã tem cena pós-créditos? Não. O longa termina com um epílogo ambientado em 1956 e fecha nos créditos, sem nenhuma cena extra depois.
A Espiã é baseado em fatos reais? O filme é ficção, mas se inspira em casos reais de agentes duplos da resistência holandesa que se infiltraram no serviço de inteligência alemão durante a ocupação.
Onde assistir A Espiã online? O filme aparece periodicamente em catálogos de streaming e em locadoras digitais. Confira a lista atualizada de cinemas e streamings logo abaixo desta página.
Pra quem é este filme:
- Fãs de filmes de guerra adultos, sem tom de Hollywood blockbuster, que curtem obras como Ponte dos Espiões e A Queda.
- Quem gosta do cinema de Paul Verhoeven e não se importa com sexo, violência e humor negro dentro do mesmo enquadramento.
- Interessados em drama histórico sobre a Holanda ocupada, com foco em espionagem, colaboração e resistência civil.
Título original: Zwartboek
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 11/01/2008
Distribuidora: Europa Filmes
Diretor: Paul Verhoeven
Principais atores: