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A Assassina

A Assassina

O que é A Assassina

China, século IX. Aos dez anos, a pequena Nie Yinniang é levada por uma monja e cresce em treinamento rígido de artes marciais.

Anos depois, ela trabalha como assassina a serviço do governo imperial, eliminando autoridades corruptas com frieza cirúrgica.

Quando hesita numa missão por compaixão, sua mentora resolve puni-la com a tarefa mais pessoal possível: voltar à província natal e matar o primo Tian Ji'an, um comandante dissidente com quem tinha um casamento marcado na infância.

O reencontro com a família e as memórias de outra vida colocam Nie diante de uma escolha que pode custar tudo.

Estreia e legado

Lançado em 2015, A Assassina é o primeiro filme de ficção em quase uma década assinado pelo mestre taiwanês Hou Hsiao-Hsien, considerado um dos maiores cineastas vivos.

A produção foi bancada em parceria com França, Hong Kong e Taiwan, rodada em locações reais e com figurinos historiograficamente rigorosos.

O longa dividiu a crítica: enquanto uns acharam o ritmo glacial, outros celebraram cada plano longo. No Festival de Cannes 2015, Hou recebeu o prêmio de Melhor Diretor, coroando uma carreira construída desde os anos 1980.

Hoje, o filme é referência obrigatória do wuxia contemporâneo, sempre comparado a obras-primas como O Tigre e o Dragão e O Grande Mestre.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de fotografia é estonteante. Planos longos, brumas, cortinas de seda e corpos em câmera lenta transformam cada cena numa pintura em movimento.

As sequências de luta, embora curtas, são secas e violentas, mais próximas do conflito real do que da coreografia fantasiosa habitual do gênero.

Ponto fraco: o ritmo é muito contemplativo. Quem espera adrenalina contínua pode abandonar a sessão antes da metade.

A narrativa depende de silêncios e olhares; sem o devido estado de espírito, a história pode soar hermética demais.

Curiosidades

  • As filmagens duraram cerca de três anos, com longas pausas para que as locações tivessem a luz natural adequada em cada estação.
  • As cenas de luta foram coreografadas pelo mestre Justin Cheung, com treinamento físico intenso do elenco principal, inclusive de Shu Qi.
  • O roteiro é baseado num conto curto do século IX, encontrado num dos capítulos do clássico Beiwai Shishu (Histórias Extraordinárias).

Perguntas frequentes

A Assassina é baseada em fatos reais?

Não. O roteiro parte de um conto antigo chinês, mas é uma obra de ficção ambientada na dinastia Tang.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa termina dentro dos próprios créditos iniciais, sem cena extra no final.

É o mesmo que O Tigre e o Dragão?

Não. Apesar de também ser wuxia, é um filme muito mais lento, realista e contemplativo, sem os efeitos fantásticos do longa de Ang Lee.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama histórico e wuxia clássico, especialmente quem admira a filmografia de Hou Hsiao-Hsien e Zhang Yimou.
  • Espectadores que curtem cinema contemplativo, com planos longos, silêncio e fotografia pictórica.
  • Interessados em cinema de arte asiático, estudantes de história da China imperial e curadores de festivais.