13 Fantasmas

13 Fantasmas

O que é 13 Fantasmas?

13 Fantasmas é um terror sobrenatural de 2001, primeira e única incursão de Steve Beck na direção de um longa-metragem. Beck vinha de comerciais e efeitos visuais, e isso se nota: o filme parece um set de gravação de 40 minutos inflado até virar longa.

A premissa mistura duas ideias: uma casa assombrada clássica e um mecanismo de trama escroque. O tio morre e deixa a mansão. O herdeiro entra com a família. Aí descobre que o lugar é uma gaiola tecnológica com 12 fantasmas presos em quartos específicos.

Para enxergar os espíritos, é obrigatório usar óculos com lentes escuras. Sem eles, a casa parece vazia. Com eles, vira um zoológico do outro lado.

O filme foi vendido como terror pesado, mas entrega algo mais próximo de uma sessão da tarde de domingo: barulhento, ligeiro, cheio de sustos automáticos.

Quando estreou e por que ainda é lembrado

13 Fantasmas chegou aos cinemas norte-americanos em 26 de outubro de 2001, aproveitando a sazonalidade de Halloween. A produção é da Dark Castle Entertainment, selo de Joel Silver e Robert Zemeckis dedicado a refilmagens de clássicos do terror dos anos 60 e 70.

É um remake de 13 Ghosts (1960), produção da William Castle em preto e branco, com o famoso sistema "Illusion-O" que entregava óculos ao público na sala de cinema.

No Brasil, foi distribuído pela Warner Bros com o título literal "13 Fantasmas". Faturou cerca de US$ 41 milhões nas bilheterias globais com orçamento de US$ 42 milhões. Não é um estouro comercial, mas virou cult entre adolescentes que o descobriram em locadora e em sessões de TV aberta.

Hoje é lembrado mais pelo visual e pelo elenco jovem da época do que pela qualidade. F. Murray Abraham já tinha Scarface e Amadeus no currículo, e o elenco reunia rostos de American Pie, Todo Mundo em Pânico e Sem Dor, Sem Ganho.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o design de produção. A Blackwood House é uma máquina cenográfica: paredes de vidro, mecanismo de engrenagens expostas, iluminação clínica que mais parece laboratório de biotério do que mansão. Os 12 fantasmas têm designs distintos, com optico de horror cósmico que justifica a existência do filme.

Ponto fraco: o roteiro de Robb White e Neal Marshall Stevens não sustenta a própria mitologia. As regras do mundo mudam conforme a conveniência da cena. A casa é descrita como armadilha, mas os personagens passam cenas inteiros andando por ela sem qualquer consequência lógica.

É entretenimento descartável, mas entretenimento funcional. Não engana ninguém sobre o que é.

3 fatos rápidos sobre os bastidores

  • Steve Beck, o diretor, já tinha trabalhado como supervisor de efeitos visuais em filmes como O Nome da Rosa e Sem Perdão, antes de estrear na direção com este longa.
  • Os óculos usados no filme são funcionais: nas filmagens, os atores realmente usaram lentes escuras para reagir a marcações em chroma key onde os fantasmas seriam inseridos em pós-produção.
  • O ator Matthew Lillard reprisou parceria com a roteirista original em American Pie: O Reencontro mais de uma década depois, mantendo a associação com a comédia adolescente dos anos 2000.

Perguntas frequentes

13 Fantasmas tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a resolução da trama antes dos créditos finais, sem gancho para sequência.

13 Fantasmas é baseado em livro?

Não. É um remake do filme "13 Ghosts" de 1960, produzido por William Castle, que usava óculos especiais distribuídos ao público nas sessões.

13 Fantasmas é恐怖 ou comédia?

Terror com forte viés de comédia involuntária. O tom oscila entre o sobrenatural sério e o pastelão, principalmente nas cenas com Matthew Lillard.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de terror de sessão da tarde que cresceram nos anos 2000 e querem revisitar um clássico de locadora.
  • Curiosos pelo lado "Jovem Hollywood 2001": é a época de ouro de Matthew Lillard e Shannon Elizabeth.
  • Apreciadores de design de produção e efeitos práticos anteriores à onipresença do CGI digital.