Veja o trailer do filme 12 horas para sobreviver - O ano da eleição
Sobre o que é 12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição
Dois anos depois de Leo Barnes ter parado uma vingança pessoal na Noite da Expurgação, ele virou o chefe de segurança de uma senadora que quer abolir o ritual.
A candidata Charlie Roan carrega uma motivação pessoal: perdeu a família inteira em uma purga anterior. Quando uma traição política joga os dois para fora do bunker protegido, eles passam a noite inteira sendo caçados pelas ruas de Washington D.C.
O terceiro filme da franquia criada por James DeMonaco mistura terror, ação e suspense com discurso de campanha, milícias paramilitares mascaradas e vizinhos ricos demais para serem inocentes.
Estreia e legado na franquia
12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição chegou aos cinemas brasileiros em 6 de outubro de 2016, dois anos depois do segundo capítulo. Foi a consolidação da trilogia original iniciada com Uma Noite de Crime (2013).
O longa tentou ampliar a discussão política que James DeMonaco já planteava nos filmes anteriores, usando a metáfora da Noite da Expurgação como radiografia do fascismo americano, do apartheid econômico e da indústria privada de segurança.
A produção teve orçamento de aproximadamente 10 milhões de dólares e retornou mais de 118 milhões em bilheteria global, sendo o capítulo de maior sucesso comercial da saga. Entre os dias atuais, é lembrado como o capítulo mais debochado da trilogia e o que melhor envelheceu politicamente.
Vale o ingresso?
Ponto alto: A camada política finalmente vira texto, não só subtexto. As milícias com crachá, os vizinhos endinheirados limpando a consciência e a sequência no supermercado são as melhores sacadas da trilogia.
Ponto alto: O terceiro ato é um survival de verdade. Frank Grillo sustenta a ação com cara de quem já passou por isso, e o ritmo não cai.
Ponto fraco: A história pessoal da personagem de Elizabeth Mitchell é explicada em diálogos expositivos longos. Faltou mostrar mais, contar menos.
Ponto fraco: Para quem não embarcou nos filmes anteriores, o ritmo inicial pode parecer frenético sem contexto. A violência gráfica continua pesada, então não espere ATL - O Som Do Gueto nem Forrest Gump: O Contador de Histórias.
Curiosidades dos bastidores
- Foi o primeiro filme da franquia a mostrar o lado de fora da casa protegida, já que a ação principal acontece nas ruas e em locais públicos de Washington D.C.
- O título provisório em inglês era The Purge 3, mas foi renomeado para The Purge: Election Year para reforçar a metáfora com a corrida presidencial americana de 2016.
- A produção foi rodada em Providence, Rhode Island, com a equipe de arte transformando ruas da cidade em um cenário noturno de guerra civil disfarçada de feriado nacional.
Perguntas frequentes
12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo depois do amanhecer da Noite da Expurgação e não tem cena extra nem teaser escondido nos créditos finais.
É preciso ter assistido aos filmes anteriores para entender?
Não é obrigatório, mas a origem da Expurgação, quem são os Novos Pais Fundadores e o trauma do protagonista fazem mais sentido se você viu Uma Noite de Crime (2013) e Anarchy (2014).
O filme é muito violento? Qual a classificação?
É o capítulo mais gráfico da trilogia original. A classificação indicativa no Brasil é 16 anos, com várias cenas de execução, armas brancas e sangue em close.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção distópica que curtem o tipo de sociedade em frangalhos mostrada em Um Limite entre Nós e Beyond Skyline.
- Quem acompanha Frank Grillo desde Capitão América 2: O Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil e quer ver ele em modo overdrive.
- Leitores de HQ政治 sci-fi e entusiastas de survival com crítica social embutida, fãs de slashers com agenda política.
Título original: The purge - Election year
País de origem: USA
Data do lançamento: 06/10/2016
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: James DeMonaco
Principais atores: