Beyond Skyline
O que acontece no filme
Beyond Skyline é a sequência independente de Skyline - A Invasão (2010), mas opera quase como um reboot disfarçado: novos personagens, nova perspectiva e uma pegada de ação global bem mais солнечная que o original claustrofóbico.
A trama acompanha Mark Corley (Frank Grillo), um policial durão que está só querendo levar o filho adolescente a um compromisso na cidade quando as luzes no céu começam a sugar humanos para dentro de naves gigantes.
No meio do caos, ele cruza o caminho de uma resistência improvável que inclui uma mulher misteriosa e um grupo de prisioneiros liderado pelo ex-mercenário Sua, vivido por Iko Uwais.
O filme é o encontro improvável entre a ficção científica de invasão alienígena e o pencak silat, a arte marcial indonésia que o próprio Iko Uwais ajudou a popularizar no cinema de Hollywood com The Raid e Headshot.
A direção é de Liam O'Donnell, co-roteirista do primeiro Skyline, que aqui assume as duas cadeiras e dá à franquia um tom mais suspense aventuresco, quase escapista.
Estreia e legado
Beyond Skyline chegou aos cinemas norte-americanos em 15 de dezembro de 2017, em uma janela de fim de ano disputada com blockbusters maiores, o que limitou sua bilheteria inicial a cerca de US$ 12 milhões mundialmente.
O longa foi rodado em locações na Indonésia, Tailândia, China e Estados Unidos, mistura rara que reflete a própria proposta de elenco multicultural.
Apesar de ter passado longe das premiações principais, o filme virou cult entre fãs de ação e de Yayan Ruhian, parceiro de Iko Uwais, que aqui interpreta um antagonista memorável.
Hoje, é lembrado como um daqueles casos de filme B honesto: orçamento modesto, ideias grandes e execução competente o suficiente para render uma trilogia — o terceiro capítulo, Skylines, chegou em 2020.
Para o público brasileiro, ficou disponível em plataformas digitais e home video, sem passagem marcante pelos cinemas nacionais, o que reforçou seu perfil de cult de catálogo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a mistura entre invasão alienígena e pancadaria coreografada por Iko Uwais funciona melhor do que deveria, e os designs das naves e dos alienígenas são genuinamente inventivos para o orçamento.
Ponto alto: Frank Grillo traz o carisma de anti-herói certo para um filme que não quer ser levado totalmente a sério.
Ponto fraco: o roteiro é funcional, mas não surpreende — as motivações de vários personagens ficam rasas e a curva emocional do protagonista central é gasta rápido demais.
Ponto fraco: o terceiro ato aposta no CGI pesado e em soluções um tanto convencionais para o gênero, perdendo parte do impacto das cenas práticas do meio do filme.
Curiosidades dos bastidores
- As cenas de coreografia de luta foram filmadas em Jacarta, e o próprio Iko Uwais ajudou a montar os confrontos, incluindo o combate final contra o alienígena piloto.
- Para evitar a comparação direta com o primeiro Skyline, a produção reescreveu boa parte do roteiro já durante as filmagens, algo raro em blockbusters de invasão.
- O alienígena principal foi construído em parte com próteses e marionetes, o que dá ao filme uma textura prática rara em ficção científica desse orçamento.
Perguntas frequentes
Beyond Skyline é continuação de Skyline - A Invasão?
Sim, é a sequência independente, lançada em 2017, com o mesmo diretor do primeiro, Liam O'Donnell, mas com elenco, perspectiva e tom bem diferentes.
Beyond Skyline tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. O filme se encerra de forma fechada, embora tenha preparado o terreno para o terceiro capítulo, Skylines (2020).
Beyond Skyline vale a pena?
Vale, especialmente para quem curte ação B com ficção científica, luta corporal bem feita e não exige profundidade narrativa. É o tipo de filme que entrega exatamente o que promete.
Pra quem é este filme:
- Fãs de invasão alienígena estilo B que curtem Independence Day e Battle: Los Angeles, mas com pegada mais artesanal.
- Apreciadores de Iko Uwais e do pencak silat que querem ver o astro de Headshot e The Raid em ambiente hollywoodiano.
- Quem busca entretenimento escapista de ficção científica para ver no sofá, sem cobrança de grandes reflexões.