Supergirl é o primeiro fracasso da DC de James Gunn; é hora de se preocupar?

Publicado em 29/06/26 13:00

Nas redes sociais, os últimos quatro dias foram apocalípticos quando o assunto era o DC StudiosSupergirl estreou com US$ 38 milhões nos EUA – um número pior que Morbius As Marvels – e forçou até um dos CEOs do estúdio, Peter Safrana emitir um comunicado que, se traduzido para uma fala mais direta, basicamente diz: “torcedores calma.” Pela primeira vez, a água está borbulhando na casa gerida por James Gunn, e muitos questionam o futuro da empreitada. Essa preocupação é justa?

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Nomes conhecidos ainda têm espaço, mas este é cada vez mais reservado apenas aos mais famosos e populares. Coisas como Toy Story 5Michael e Super Mario Galaxy foram bem, e todos carregam com si um título de muito peso. Quer falemos de cinema, música, games ou qualquer outro meio, há menos e menos apostas seguras. No caso dos super-heróis, eu ouso dizer que há cinco, talvez seis, grandes títulos: VingadoresHomem-AranhaBatmanSuperman e X-Men (e derivados como Deadpool e Wolverine). Sei que esses últimos dois não foram sempre sucessos, então sinta-se livre para colocá-los como Classe A2, digamos. E se você quiser ser ainda mais flexível que eu, pode incluir Pantera Negra aí. O que, porém, podemos todos concordar, é que nada fora disso é garantido.

Por que a DC Studios não tem muito com o que se preocupar (ainda)

E aí entra a razão para se acalmar. Os próximos lançamentos da DC não têm muita pressão. Na HBO, Lanternas traz um grande pedigree televisivo e precisa “apenas” conquistar os fãs. No cinema, Cara-de-Barro chega num ano onde tudo de terror parece ir bem e não precisa faturar muita coisa devido a um orçamento na faixa dos US$ 40 milhões – menos da metade de Supergirl.

DC Studios

Mas onde o foco de Gunn e Safran precisa estar é em 2027. Eis um fato: nunca, na história da DC, houve um ano em que filmes de Batman e Superman saíram juntos. Claro, em 2016 tivemos os dois heróis tretando em A Origem da Justiça, mas ano que vem temos a continuação de dois longas aclamados, com boas bilheterias e recebido com empolgação pelos fãs.

Man of Tomorrow (Homem do Amanhã, em tradução livre) e Batman: Parte 2 colocaram nas telas os personagens mais fortes da DC. Eles podem não fazer parte do mesmo universo, mas o que importa para o DC Studios é que os dois lançamentos virão com seu selo, e suas bilheterias serão contabilizadas para eles.

E aqui entra o “ainda.” Se um desses filmes fracassar, se Man of Tomorrow fizer menos dinheiro que Superman, se Batman: Parte 2 for adiado de novo… aí o caldo pode engrossar rápido. A DC pode suportar um 2026 abaixo do desejado se ela entregar um 2027 grandioso, especialmente porque, diferente deste ano, não haverá nenhum filme live-action da Marvel no meio do ano. É a chance deles dominarem a conversa como poucas vezes conseguiram.

Não adianta, porém, parar por aí, e os projetos maiores como Mulher-MaravilhaJovens Titãs e The Brave and The Bold, o filme do Batman do DCU, não podem demorar muito para saírem do forno, sem falar nas eventuais terceiras partes das sagas do Superman de James Gunn e do Batman de Matt Reeves. Coisas como Cara-de-Barro podem continuar existindo, mas precisam ser, cada vez mais, riscos calculados. A DC, em suma, precisa de sua Liga da Justiça.