FILMES NO CINEMA

Super Mario Galaxy: O Filme mostra conforto em meio a espetáculo visual

Publicado em 31/03/26 16:00

Celebrando 40 anos como o personagem mais reconhecível dos games, Mario não tem muito mais a provar dentro de seu universo original — ele já é um ícone. Nos filmes, entretanto, as décadas de projetos altamente duvidosos deixaram receios difíceis de serem superados. Felizmente, há pouco tempo, esse panorama mudou: adaptações de jogos finalmente entenderam como conquistar os fãs, permitindo que longas como Super Mario Galaxy: O Filme se mostrem confortáveis na telona.

Divulgação/Universal

Omelete Recomenda

window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({ mode: 'alternating-thumbnails-a', container: 'taboola-below-article-thumbnails-inread', placement: 'Below Article Thumbnails New', target_type: 'mix' });

O próprio Super Mario Bros., que deu início a essa nova empreitada, foi um dos nomes que construíram a base firme para Galaxy, que já não precisa pisar em ovos com introduções e pode apenas focar no que, de fato, quer mostrar. Os minutos iniciais já trazem uma sequência de ação excelente, avisando ao espectador que é melhor se acomodar bem na poltrona.

Essa primeira cena, inclusive, realiza a única apresentação necessária para o enredo: Rosalina, uma princesa extremamente poderosa, foi sequestrada por Bowser Jr., filho do vilão do primeiro filme, que busca libertá-lo e se vingar de Mario e cia. O pedido de socorro chega aos protagonistas, dando início à operação de resgate.

É aí que a Illumination aproveita todo o potencial do nome Galaxy, um dos games mais ousados do encanador. O estúdio de animação não se intimida nem um pouco com o mar de possibilidades que a franquia carrega, e, mesmo sem se apoiar muito no roteiro do jogo, entrega cenas visualmente incríveis que podem até abusar das referências — mas não é pra isso que vamos ao cinema ver um filme como esse?

A motivação por trás da jornada pode se perder num ritmo descompassado que, mesmo com um apelo surpreendentemente emotivo nos laços familiares, parece ter pausas quase forçadas para esticar um pouco mais a resolução do enredo. Ainda assim, quando Super Mario Galaxy é legal, ele é muito legal. Talvez o maior exemplo seja a introdução de Fox: sua aparição é tão épica que quase nos obriga a perdoarmos a queimada de largada na divulgação de seu pôster.

Outro destaque fica para a trilha sonora. Enquanto o primeiro filme se perdeu ao usar faixas licenciadas pela Universal para tentar dar ares mais contemporâneos a Mario, o segundo não tem o menor medo de usar composições originais e novos arranjos de músicas imortalizadas nos games.

Na dublagem brasileira, também, a direção felizmente não se entregou a memes e piadinhas de rede social, armadilha bastante recorrente em animações. Esses fatores, que só existem pelo tal conforto adquirido por adaptações como essa, resultam em um filme que, no mínimo, tem mais cara de Mario do que seu antecessor.

Super Mario Galaxy - O Filme | Bilheteria deve chegar a US$ 350 M na estreia

Pensando no futuro e nas inevitáveis sequências, a esperança é de aproveitar um pouco mais o potencial dos personagens que já estão na franquia e, talvez, desacelerar o povoamento desse universo. A própria Rosalina possui uma história profunda, mas apenas arranhada pelo roteiro do filme, e seria excelente dar espaço para esse crescimento — assim como, veja só, Sonic 2 fez com Sonic e Tails.

Por enquanto, Super Mario Galaxy: O Filme é seguro em suas ousadias. O longa corre riscos controlados, mas cuja existência já é suficiente para superar Super Mario Bros. e, quem sabe, pavimentar pistas ainda mais sinuosas para os próximos anos.

Fonte: Omelete // Breno Deolindo

Veja também