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Sequestro: Elizabeth Smart | Onde está Elizabeth hoje e detalhes da história

Publicado em 24/01/26 16:00

O sequestro de Elizabeth Smart é um daqueles casos bizarros que rendem documentários, reportagens e curiosidades infinitas. Agora, a Netflix tem um novo documentário, Sequestro: Elizabeth Smart, onde a história é revisitada a partir da perspectiva de quem sobreviveu ao cativeiro, trazendo novos detalhes sobre os nove meses de desaparecimento, as falhas da investigação e o impacto duradouro do trauma. A seguir, explicamos o que aconteceu, como o filme reconstrói esse caso real e onde estão hoje as pessoas diretamente envolvidas nessa história.

A História Real e como os EUA reagiram

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Em 5 de junho de 2002, Elizabeth Ann Smart tinha 14 anos quando foi abduzida no meio da noite do quarto que dividia com sua irmã, em Salt Lake City (Utah, EUA). Um homem chamado Brian David Mitchell, que se autodenominava profeta, invadiu a casa e a levou sob ameaça de faca. Ele estava acompanhado por sua então esposa, Wanda Barzee — e os dois a mantiveram cativa por cerca de nove meses.

Durante esse período, Mitchell e Barzee a confinaram em acampamentos escondidos, a forçaram a mudar de nome e a prenderam física e psicologicamente — parte de um padrão de abuso e manipulação que durou grande parte da sua adolescência.

A investigação foi intensa e complexa: por meses, as autoridades não tinham pistas claras, e parte da busca começou com suspeitas (e erros) que envolveram até a própria família Smart. A virada no caso veio quando Mary Katherine, irmã mais nova de Elizabeth, lembrou detalhes da voz do sequestrador — informação que levou à produção de um retrato falado e uma pista pública crucial.

Elizabeth foi resgatada em 12 de março de 2003, em Sandy, Utah, depois que um casal que havia visto o retrato falado ligou para a polícia ao reconhecer Mitchell. Na abordagem, Elizabeth inicialmente disse um nome falso, mas acabou se identificando e foi reunida com seus pais.

Os sequestradores foram presos. Mitchell foi condenado à reclusão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional em 2010, e Barzee recebeu uma pena de 15 anos em 2009.

A abordagem do documentário

Em janeiro de 2026, a Netflix lançou Sequestro: Elizabeth Smart, um documentário que combina entrevistas exclusivas com Elizabeth e membros da família, clipes de arquivo inéditos e análises de investigadores que trabalharam no caso.

A proposta do filme não é apenas reconstruir o crime, mas dar voz diretamente à sobrevivente, permitindo que ela conte sua experiência de forma aberta — sem filtragens sensacionalistas, mas com foco na humanidade e nas consequências psicológicas.

O documentário aborda:

O sequestro e os nove meses de cativeiro — incluindo aspectos que Elizabeth nunca havia compartilhado de forma tão direta.

A busca e as falhas iniciais da investigação, que envolveu suspeitas equivocadas e intensas pressões sobre a família.

O papel crucial de Mary Katherine, cuja memória ajudou a identificar Mitchell.

Depoimentos atuais da família e de investigadores, colocando o caso num contexto mais amplo de debates sobre segurança de adolescentes e resposta policial.

Críticas à obra ressaltam que, mesmo em meio ao tom pesado da história, o documentário evita a exploração sensacionalista do sofrimento de Elizabeth e busca colocar suas palavras e perspectiva no centro da narrativa.

Onde Estão as Pessoas Envolvidas Hoje

Elizabeth Smart

Hoje, Elizabeth Smart tem 38 anos e reconstruiu sua vida de forma muito ativa:

Ela é mãe de três filhos e vive em Utah com sua família.

Construíu uma carreira pública como ativista por segurança infantil, direitos de sobreviventes de violência sexual e prevenção de sequestros.

Fundou a Elizabeth Smart Foundation, que trabalha com apoio a sobreviventes e programas de conscientização.

Atualmente ela escreve, faz palestras e usa sua plataforma para mudar como a sociedade fala sobre trauma e cura.

No documentário, ela fala de forma franca sobre seus desafios pós-trauma, sua fé, a forma como educa seus filhos e sua missão de transformar uma experiência traumática em algo com impacto social.

Mary Katherine Smart

Mary Katherine, a irmã que desempenhou um papel fundamental na investigação, manteve uma vida mais discreta. Ela se formou, segue como professora de educação especial e mantém uma relação próxima com Elizabeth, frequentemente mencionada como uma figura de impacto essencial para sua libertação.

Os Sequestradores

Brian David Mitchell permanece preso perpétuo em uma instituição penitenciária de segurança máxima nos EUA.

Wanda Barzee, que ajudou Mitchell no crime, foi liberada após cumprir parte da pena e esteve sob supervisão. Em 2025 houve um episódio de prisão por violar restrições de liberdade condicional, que reacendeu debates sobre sua situação.

Elizabeth tem se manifestado publicamente sobre esses desdobramentos, inclusive criticando decisões relacionadas à liberdade de Barzee por considerar que ainda representa um risco.

O documentário Sequestro: Elizabeth Smart está disponível agora na Netflix.

Fonte: Omelete // A cozinha

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