A Paixão de Cristo: polêmica, recorde e Ressurreição, a volta da franquia
Publicado em 03/04/26 21:00
Dirigido por Mel Gibson, A Paixão de Cristo foi lançado em 2004 com foco nas últimas horas de Jesus Cristo, da prisão até a crucificação. O filme se destacou pelo uso de aramaico, latim e hebraico, além de uma abordagem visual intensa na representação dos eventos descritos nos Evangelhos, além de ter levado Jim Caviezel ao estrelato.
Mas o que faz esse filme serão lembrado até hoje e é verdade que ele terá uma sequência? O Omelete explica!
As polêmicas e recordes no lançamento
Desde sua estreia, o longa esteve cercado por debates. O nível de violência gráfica foi um dos principais pontos de discussão, com críticas voltadas à forma explícita como o sofrimento de Jesus é retratado. Também houve repercussão em torno da adaptação dos textos bíblicos e da forma como determinados personagens e eventos foram representados. Esses fatores ampliaram a visibilidade do filme e contribuíram para sua presença constante no debate público durante seu período em cartaz.
Mesmo com a controvérsia, o desempenho comercial foi expressivo. O filme arrecadou mais de US$ 600 milhões mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos entre produções religiosas e também um dos filmes independentes de maior bilheteria da história - vale lembrar que ele custou apenas 30 milhões. O resultado consolidou um espaço que até então era pouco explorado em Hollywood para narrativas religiosas com grande alcance.
Um precursor do gênero religioso
O impacto de A Paixão de Cristo ajudou a abrir caminho para produções religiosas com maior escala e distribuição global. Anos depois, projetos como The Chosen passaram a ganhar relevância ao explorar narrativas bíblicas em formatos seriados e com estratégias diretas de engajamento com o público. O filme de Gibson é frequentemente associado a esse movimento de expansão do gênero.
Atualmente, o filme pode ser encontrado em plataformas digitais como a Netflix.
A sequência: A Ressurreição de Cristo
Mais de duas décadas após o lançamento original, Mel Gibson desenvolve a continuação direta da história. Intitulada A Ressurreição de Cristo, a sequência irá abordar os eventos posteriores à crucificação, com foco no período entre a morte e a ressurreição de Jesus, além de expandir o contexto apresentado no primeiro filme.
O projeto foi estruturado em duas partes, com estreias previstas para 2027, acompanhando datas associadas ao calendário cristão. A nova produção amplia a abordagem do original, que era concentrado em um único recorte temporal, e passa a explorar uma narrativa mais extensa, conectando os eventos imediatamente após a crucificação com desdobramentos posteriores dentro da tradição cristã.
Segundo o diretor, o filme será "uma viagem de ácido" e vai ser ainda maior do que o antecessor. De acordo com o site Page Six, Caviezel não deve retornar para a sequência. Além dele, Monica Bellucci também não deve retornar como Maria Madalena. Segundo fontes do site, a equipe do filme está atualmente se reunindo com atores em Roma, onde o filme está sendo filmado. O motivo seria porque muito trabalho digital precisaria ser feito para rejuvenescer os atores.
Chamada de A Ressurreição de Cristo: Parte Um, o primeiro longa chega em 26 de março na sexta-feira santa, enquanto a segunda parte, chega no dia 6 de maio.
Fonte: Omelete // A cozinha