"Fiquei surpreso que a extrema direita foi ver O Agente Secreto", diz diretor
Publicado em 14/01/26 18:00
O cineasta Kleber Mendonça Filho comentou a reação da extrema direita brasileira ao seu filme O Agente Secreto, que lança um olhar crítico sobre o período da Ditadura Militar no país.
Ele admite de ter se espantado com a recepção, até certo ponto positiva, da plateia mais conservadora. "A extrema direita está escrevendo sobre o filme, o que me surpreende. Quer dizer, estou surpreso que eles tenham ido assistir ao filme. É visível que ele que está recebendo muita atenção", festejou Mendonça, durante coletiva de imprensa ocorrida ontem (13) em Londres. (via Variety)
O Agente Secreto usou Lei Rouanet? Entenda como funcionaO diretor entende que o Brasil vive um momento político mais favorável e destacou a recente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro como um fator-chave para esse panorama.
"Estamos em um momento muito melhor agora no Brasil. O ex-presidente está preso e todo o seu círculo íntimo também. A extrema direita não têm um líder agora. Entendo que estamos de volta ao mundo democrático", comemorou.
O Agente Secreto e Wagner Moura são indicados ao Online Film Critics AwardEle considera O Agente Secreto "um sucesso de bilheteria muito inesperado". "Está havendo muita discussão sobre ele. Existe um profundo sentimento de orgulho pelo filme. É uma obra que fala muito sobre o Brasil e sobre a história brasileira. E acho que os brasileiros estão muito conscientes de como o Brasil é projetado internacionalmente."
Tudo sobre O Agente Secreto
Ambientada em Recife, em 1977, a história acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna à capital pernambucana após anos fora em busca de paz, apenas para descobrir que sua cidade natal esconde perigos e segredos inquietantes.
A obra traça um panorama da sociedade e da política brasileira nos anos 70, tocando através dele em temas como repressão política, restrição de direitos e o uso da tecnologia como ferramenta do controle totalitário.
Fonte: Omelete // Felipe Brandão