FILMES NO CINEMA

Me Ame Com Ternura confirma Vicky Krieps como grande atriz de sua geração

Publicado em 25/03/26 17:00

Desde que atingiu outro status como atriz em Trama Fantasma, de 2017, Vicky Krieps virou uma daquelas atrizes sinônimo de atuação de qualidade. Particularmente no bom cinema europeu, a atriz luxemburguesa se firmou como uma fonte confiável de drama para cineastas que buscam transmitir as fortes emoções de suas protagonistas, mas envolvê-las em mistério, curiosidade e vulnerabilidade. Isso se mostra verdade, novamente, com Me Ame com Ternura.

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Dirigido com sensibilidade por Anna Cazenave Cambet, o filme coloca Krieps como Clémence, mãe que disputa a guarda de seu filho, Paul (o novato Viggo Ferreira-Redier), com o ex-marido Laurent (Antoine Reinartz) depois que este descobre uma verdade oculta pela esposa. Me Ame com Ternura é um retrato ímpar da maternidade imperfeita, mas humana, e impacta o espectador através de sua disposição a mostrar a ansiedade de alguém que precisa lidar com o tumulto emocional de uma situação que ela mesma gerou, mas não por incompetência ou maldade. Clémence quer abraçar sua identidade, viver sua vida, ser quem ela é. Isso não vem barato, especialmente para mulheres.

Disponível no Brasil no Reserva Imovision (aproveite sete dias grátis clicando aqui), Me Ame com Ternura é perfeito para quem adora filmes com conflitos familiares, personagens realistas e atuações de primeira.

Não é preciso dizer que Krieps se revela mais uma vez ideal para esse tipo de papel. De forma até paradoxal, o que reforça isso é sua disposição a abraçar as qualidades mais difíceis de suas personagens sem nunca julgá-las. 

Quer seja o desejo por controle de Alma em Trama Fantasma, a falta de voz própria de Chris no começo de A Ilha de Bergman ou, aqui, as vergonhas passadas de Clémence. É claro que o filme de Cambet não se coloca contra sua personagem, mas ao encarar toda a gama de sentimentos e contradições da protagonista, tanto a diretora quanto a atriz conseguem alcançar algo mais humano e real.

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É um feito essencial, já que Me Ame com Ternura aborda a manipulação de um homem com seu filho, e reforça a dificuldade imposta pela sociedade a mulheres na hora em que elas se encontram numa luta de narrativas. Assim, o longa também encontra espaço para tratar de alienação parental. Sem esquecer do impacto de uma situação assim numa criança, dividida entre seus pais e testemunhando uma mudança súbita e significativa no seu cotidiano, o filme encontra um parceiro de cena inédito e excelente para Kripes em Ferreira-Redier.

Acompanhando anos da vida de Clémence, o filme – que rendeu um prêmio de Melhor Atriz no European Film Awards e foi parte da seleção do Festival de Cannes, na mostra Un Certain Regard – emociona e comove sem jamais cair nos clichês ou num sentimentalismo barato.

Fonte: Omelete // Guilherme Jacobs (Publieditorial)

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