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Funcionários do Writers Guild of America West entram em greve

Publicado em 17/02/26 19:00

Os funcionários do Writers Guild of America West (WGA West) iniciaram uma greve na terça-feira, 17 de fevereiro, acusando a direção do sindicato de violar leis trabalhistas. O movimento atinge cerca de 100 dos 150 funcionários da entidade, representados pelo Pacific Northwest Staff Union.

Em comunicado, o sindicato dos funcionários afirmou que a direção do WGA West "vigiava trabalhadores por atividade sindical, demitiu apoiadores do sindicato e engajou em negociações de má-fé, sem mostrar intenção de chegar a um acordo na maioria das questões centrais". Os grevistas iniciaram piquetes em frente à sede do sindicato em Los Angeles.

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A paralisação ocorre um mês antes do início das negociações entre o WGA e a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP) para um novo contrato com roteiristas de cinema e televisão. A liderança do sindicato afirmou que espera que as negociações ocorram normalmente, apesar da greve.

O WGA West divulgou nota em seu site afirmando que continuará negociando de boa-fé com os funcionários e que as negociações com a AMPTP "serão minimamente impactadas, já que os funcionários executivos e gerentes que trabalham diretamente com o comitê de negociação não entrarão em greve". A sede do sindicato foi fechada ao público e aos membros temporariamente, e as exibições no Writers Guild Theater foram suspensas.

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Em resposta às acusações, o WGA West afirmou que "as alegações de práticas trabalhistas desleais são infundadas" e que, durante 19 sessões de negociação desde setembro, ofereceu "propostas abrangentes com inúmeras proteções sindicais e melhorias na compensação e condições de trabalho".

Os funcionários realizam piquetes desde a semana passada e pressionam por proteções de "justa causa" e antiguidade, além de uma escala salarial melhorada. O sindicato dos funcionários afirma que 64% de seus membros ganham menos de US$ 84.850 por ano.

Dylan Holmes, co-presidente do comitê de negociação do WGSU, disse à Variety que os funcionários não esperavam que as negociações se arrastassem tanto. "Nunca imaginaríamos que estaríamos tão distantes que parecia que estávamos falando línguas diferentes", afirmou.

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Fonte: Omelete // Igor Pontes

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