Devoradores de Estrelas: “Nunca fui tão desafiado por um filme” diz Ryan Gosling
Publicado em 22/03/26 07:00
Interpretando um professor que vira astronauta acidental, Ryan Gosling assume o papel de um personagem com muitos desafios pela frente em Devoradores de Estrelas. Nos bastidores, o ator também foi desafiado por uma série de circunstâncias interessantes.
Por ser uma ficção científica densa, era esperado que a produção exigisse bastante da equipe - principalmente do ator que daria vida ao protagonista Ryland Grace, visto que o personagem embarca em uma grande aventura espacial.
Questionado sobre os desafios oferecidos pelo papel, Ryan Gosling contou ao Omelete que jamais seria capaz de interpretar Grace sem os aprendizados que acumulou em seu tempo trabalhando na indústria cinematográfica:
“Eu nunca fui tão desafiado por um filme. Jamais participei de um filme que tirou um pedaço tão grande de mim, mas nunca valeu tanto a pena,” afirmou o ator. “Eu venho fazendo isso há 30 anos e eu acho que peguei todo esse tempo e todos os aprendizados para me preparar para Devoradores de Estrelas. Eu nunca poderia ter feito esse filme 5, 10 anos atrás.” concluiu Gosling.
A produção foi aclamada em exibições iniciais, com a atuação de Gosling sendo descrita como a melhor de sua carreira. Também não foram poupados elogios aos aspectos técnicos, como fotografia (Greig Fraser), efeitos especiais e trilha sonora (Daniel Pemberton).
O filme conta com a direção de Phil Lord e Christopher Miller (Homem-Aranha no Aranhaverso) e adapta o livro de Andy Weir (Perdido em Marte), trazendo Drew Goddard (Perdido em Marte) como roteirista.
Sobre os desafios e os aspectos únicos de participar de uma produção como Devoradores de Estrelas, Sandra Hüller (Anatomia de Uma Queda), que interpreta Eva Stratt, complementou dizendo que foi como um sonho:
“Existiam tantos elementos que soavam como um sonho pra mim (...) Não havia dúvidas de que eu queria fazer parte disso. Talvez houvesse um pouco de medo de não conseguir fazer porque eu nunca tinha feito nada nessa escala antes. Mas toda a equipe... bem, se havia algum medo, eles o dissiparam instantaneamente, porque todos foram muito gentis, acolhedores e me apoiaram muito.”
“Tivemos que trabalhar com 300 pessoas para trazer essa arte para a tela e dar vida a ela, e felizmente eu tive os dois melhores diretores que se poderia desejar para este filme, Chris Miller e Phil Lord, que definiram o tom do filme perfeitamente," completou o roteirista Drew Goddard.
“Tivemos artistas colocando seus corações e almas neste filme, e é isso que vemos na tela. Tanto na frente quanto nos bastidores. O filme mostra como a colaboração, a compaixão e a empatia podem salvar o universo, e tentamos honrar isso fazendo o mesmo nos bastidores," concluiu Goddard
Fonte: Omelete // Giovanna Pagano