Elijah Wood conta quando vai usar peruca e fala de papel em Casamento Sangrento
Publicado em 20/03/26 07:00
Há mais de 20 anos, uma pergunta persegue Elijah Wood por onde ele vai: “Você usa perucas?”. A entrevista viral ao lado do colega de elenco Dominic Monaghan, conduzida na época de O Senhor dos Anéis, conta mais de 20 milhões de visualizações em um único vídeo do YouTube – sem falar nas incontáveis reproduções ao redor das redes –, mas o mistério levantado pelo entrevistador segue sem resposta… até agora.
Sam Heughan e Caitriona Balfe dizem adeus a Outlander e avisam: “Fãs vão chorar”O Omelete conversou com Wood em Los Angeles (EUA), durante evento de Casamento Sangrento 2: A Viúva, e é claro que não perdemos a oportunidade de tentar sanar essa dúvida. No novo longa, ele interpreta um advogado que ajuda as famílias ricaças e satanistas que protagonizam a trama a caçar Grace (Samara Weaving), a pobre coitada que resolveu se juntar a uma das família no primeiro filme, de 2019.
A seguir, confira o nosso papo completo com o ator, que ainda aborda o mistério ao redor do seu personagem – nunca nomeado durante A Viúva –, e onde está sua lealdade no final do filme. ATENÇÃO PARA SPOILERS, e aproveite!
OMELETE: Olá, eu sou o Caio, do Omelete, no Brasil. Prazer em conhecê-lo.
WOOD: Prazer em conhecê-lo! Gostei que o Brasil trouxe toda uma delegação para cá.
OMELETE: Sim, nós amamos Casamento Sangrento. Seu personagem neste filme serve como advogado, mestre do jogo, padre… e ainda assim permanece um mistério para nós. Quem é ele para você, e o que te atraiu nele quando estava lendo o roteiro?
WOOD: Ele é misterioso, e isso é algo sobre o qual conversamos muito enquanto estávamos gravando. Quem é esse cara? Há quanto tempo ele está por aqui? Ele é imortal? Está fazendo isso há séculos? Estávamos brincando um pouco com isso, como se esse fosse o trabalho dele há muito, muito tempo. Eu amo esse mistério nele, e amei encontrar formas de permitir que ele seja mais do que apenas a pessoa que dita as regras, mas que também observe e se divirta com a bagunça de como as famílias lidam com tudo. Acho que ele provavelmente já viu isso antes, pessoas tropeçando umas nas outras pelo poder, sabendo que isso não o afeta, contanto que ele sirva ao Sr. Le Bail.
OMELETE: No final do filme, acho que ele parece muito entretido com a forma como as garotas simplesmente explodem tudo e acabam com o conselho. Você acha que ele está torcendo por elas?
WOOD: É uma ótima pergunta. Não sei se ele está torcendo, acho que ele está mais entretido por ver alguém realmente procurando brechas e assumindo o controle da situação. E talvez torcendo por ela, porque ele também viu pessoas muito cruéis assumirem esse manto de poder, provavelmente muitas vezes, e há muita feiura nisso. Acho que ele pode ver essa feiura e pensar: “Esta aqui é astuta, muito interessante, e talvez seja melhor para o planeta". Ele fica apenas entretido ao perceber a forma como ela tomou para si essa responsabilidade. É algo que ele não viualgo assim antes, e isso é interessante.
OMELETE: As mortes neste filme são simplesmente incríveis, mesmo comparando com o primeiro. Como foi filmar essas cenas, os efeitos práticos, o trabalho de dublês e você tem uma favorita?
WOOD: Sempre que usávamos canhões de sangue,e tínhamos corpos explodindo, era super divertido. Eu amei isso no primeiro filme, então, como fã, estar presente em alguns desses momentos foi incrível. Especialmente aquele no final, que é gigante.
OMELETE: Mas no final, quando você está colocando aquela peça na cabeça para a celebração, eu pensei: "Isso é tão parecido com uma peruca". Eu quase consigo me ver perguntando a ele: "Então, dessa vez, você finalmente usou uma peruca?".
WOOD: [Risos] É bem parecido com uma peruca. Provavelmente está na hora de eu usar uma peruca, mesmo. Eu usei uma em O Vingador Tóxico há alguns anos, mas este filme não saiu em todo lugar ainda…
OMELETE: Bom, ótimo. Vamos adorar vê-lo quando estrear. Obrigado, Elijah!
WOOD: Eu que agradeço!
*Casamento Sangrento 2: A Viúva já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
Fonte: Omelete // Caio Coletti