Veja o trailer do filme Zoom

Zoom

O que esperar do filme

Zoom, de Pedro Morelli, é uma comédia dramática trinacional que costura três histórias aparentemente sem conexão: Emma, Alison Pill, que decide colocar silicone e se arrepende; Edward, Gael Garcia Bernal, cineasta com bloqueio criativo e sexual; e Michelle, Mariana Ximenes, modelo brasileira radicada no Canadá que volta ao Brasil e não consegue escrever uma linha.

Quem lembra de Scott Pilgrim Contra o Mundo vai reconhecer a marca autoral de Morelli. A direção aposta em humor ácido, cortes rápidos e segmentos em animação para costurar as tramas. A dramadrama pulsa mais no tema do que no melodrama: corpo, vaidade, criação artística e o eterno desencaixe de quem vive entre dois países.

O elenco é o grande chamariz. Gael Garcia Bernal, Alison Pill e Mariana Ximenes conduzem as três linhas com timing afiado, sem pesar a mão no drama.

Estreia e legado

Zoom chegou aos cinemas brasileiros em 31 de março de 2016, sob distribuição da Downtown Filmes. A produção é uma coprodução Brasil-Canadá, rodada entre Toronto e o Rio de Janeiro, e foi exibida no Festival de Toronto (TIFF) em 2015, na mostra Contemporary World Cinema.

Apesar do elenco internacional — com Gael Garcia Bernal e Alison Pill em papéis centrais —, o longa teve circulação discreta no circuito comercial brasileiro. Não disputou grandes prêmios, mas entrou no radar de quem acompanha o cinema de autor latino-americano com humor anarquista.

Hoje, é lembrado como um dos trabalhos mais autorais de Pedro Morelli e como porta de entrada para o cinema híbrido brasileiro-canadense dos anos 2010. A passagem do tempo o deixou mais cult do que popular.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o trio central funciona bem. Gael Garcia Bernal entrega talvez o melhor desempenho cômico do filme ao encarnar um diretor narcisista e travado, enquanto Mariana Ximenes dá corpo à crise de identidade da modelo fora do lugar. Os inserts animados têm personalidade e quebram o ritmo sem pesar.

Ponto fraco: a estrutura fragmentada exige paciência. Quem busca comédia tradicional ou um drama linear pode se perder nas três linhas narrativas. O tom oscila entre o ácido e o confessional, e nem todo espectador vai embarcar nesse sobe e desce.

No saldo, é um filme de nicho, pensado para quem gosta de cinema fora do centro.

Curiosidades dos bastidores

  • O filme foi rodado em Toronto e no Rio de Janeiro, reforçando a pegada binacional Brasil-Canadá da coprodução.
  • Pedro Morelli dirige, assina o roteiro e ainda aparece em uma ponta no longa, mantendo a tradição de aparecer nas próprias obras.
  • A escalação de Jason Priestley e Don McKellar reforça a cara canadense do elenco, com nomes fortes do audiovisual do país.

Perguntas frequentes

Zoom (2016) vale a pena?

Vale para quem curte comédia dramática de autor, humor ácido e narrativas fragmentadas. Para quem prefere histórias lineares, pode frustrar.

Zoom tem cena pós-créditos?

Não há cena pós-créditos relevante. A história se encerra dentro dos 97 minutos de duração.

Qual é a classificação indicativa de Zoom?

O filme é classificado para 14 anos, por conter cenas de sexo explícito, nudez e linguagem adulta.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema autoral latino-americano e de narrativas fragmentadas no estilo de Pedro Morelli.
  • Quem acompanha o trabalho de Gael Garcia Bernal fora dos blockbusters mexicanos.
  • Espectadores interessados em dramas sobre corpo, vaidade, criatividade e identidade cultural em trânsito.