Veja o trailer do filme Zipper
Sobre o que é Zipper
Sam Ellis é um procurador federal de Washington com tudo nos eixos: carreira em alta, casamento sólido e perspectiva real de uma cadeira no Senado.
O problema começa quando uma estagiária do seu próprio escritório passa a despertar algo que ele acreditava ter sob controle. A atração pontual ganha peso próprio e Sam decide tomar uma medida radical para não ceder ao desejo, mas o movimento dispara um efeito colateral grave.
O que era um escorregão moral vira dependência. De drama de costumes, a narrativa migra para um suspense paranoico em que cada próximo passo tem custo maior. A direção é de Mora Stephens, com Patrick Wilson carregando o filme nas costas.
Quando estreou e por que importa
Zipper foi apresentado no Festival de Sundance em 2015 e lançado nos cinemas norte-americanos ainda naquele ano. É aquele tipo de produção pequena, de suspense psicológico adulto, que circula mais em mostras e catálogo do que em blockbusters.
Não levou Oscar nem disputou prêmio grande, mas ficou marcado como um daqueles títulos sobre queda moral que rendem debates acalorados em fóruns de cinema. O boca a boca foi o que sustentou o filme ao longo dos anos.
Hoje, é lembrado como um trabalho curioso na filmografia de Patrick Wilson, que costuma aparecer em Invocação do Mal e projetos maiores da DC, mas aqui assume um papel nada heroico.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a interpretação de Patrick Wilson, que convence como o político de imagem perfeita em decomposição interna. A cena com Lena Headey no terceiro ato é o momento mais cru do filme.
Ponto fraco: o roteiro aposta alto no clima de paranoia, mas entrega pouco em reviravoltas. Quem já viu Fome de Poder ou outro thriller político sobre ética vai sentir o déjà vu.
A montagem também oscila. Algumas transições entre a vida pública e os encontros clandestinos de Sam são abrutalhadas, cortando o suspense que a cena pedia.
Curiosidades de bastidores
- O roteiro foi escrito pela própria diretora, Mora Stephens, em parceria com o marido dela, Joel Viertel, a partir de uma ideia surgida após acompanharem casos reais de escândalos políticos.
- Ray Winstone aparece em um papel pequeno mas decisivo, funcionando como a voz da razão que o protagonista se recusa a ouvir.
- O elenco ainda traz Richard Dreyfuss e John Cho em participações curtas, reforçando a pegada política da trama.
Perguntas frequentes
Zipper é baseado em fatos reais?
Não. É uma ficção inspirada em escândalos reais de políticos americanos, mas sem retratar um caso específico.
Qual é a classificação indicativa do filme?
O conteúdo é adulto, com cenas de sexo, nudez e situações de risco. Indicado para público a partir de 16 anos, mesmo que a classificação oficial varie por país.
Zipper tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa fecha no clímax e o filme termina sem sequência extra após os créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Invocação do Mal 2 que querem ver Patrick Wilson em registro completamente oposto, sem sobrenatural, só suor e culpa.
- Quem curte política americana de bastidores e tramas de ética em queda livre, no estilo de Fome de Poder.
- Espectadores que preferem drama adulto, sem efeito especial nem fantasia, só diálogos afiados e dilemas morais.