Veja o trailer do filme Viva a França
Viva a França
O que é Viva a França
Maio de 1940. O exército nazista avança sobre a França e milhões de civis fogem do norte do país em carros, bicicletas e carroças. É nesse caos que Maximilien Poullein interpreta Max, um menino alemão separado do pai durante o êxodo.
O garoto viaja junto aos franceses, enquanto Hans, seu pai, acabou preso em Arras por ter mentido sobre a própria nacionalidade para escapar do regime. Ao ser libertado, ele parte em busca do filho, acompanhado por um soldado escocês fora de posição.
O longa mistura atores profissionais com imagens de arquivo da época, o que dá à narrativa um caráter quase de documentário em determinados momentos. Dirigida por Christian Carion, a obra aposta no lado humano do conflito, não nas batalhas.
Estreia e legado
Viva a França chegou aos cinemas brasileiros em 8 de setembro de 2016, com distribuição reduzida e circulação limitada a salas de arte e festivais. No Brasil, ganhou destaque dentro do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, o que rendeu uma página dedicada em nosso portal: Festival Varilux 2016 - Viva a França.
Em território francês, o filme teve recepção morna, com críticas elogiando a reconstituição histórica e a fotografia, mas apontando ritmo lento e tom açucarado. Não disputou prêmios como o César ou o Histórico em Cannes, mas consolidou Carion como um autor de dramas ambientados em guerras, depois do sucesso de O Reencontro.
Hoje é lembrado como uma obra menor do diretor, útil como contraponto humano a filmes mais bélicos como Bastardos Inglórios.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a mistura de encenação com imagens reais do êxodo de 1940 cria um efeito de imersão raro em Guerra, e o trabalho de câmera no interior francês é bonito.
Ponto alto: a dupla entre August Diehl e Matthew Rhys tem química e dá leveza a uma história pesada.
Ponto fraco: o roteiro escorrega para o melodrama em vários momentos, com soluções narrativas convencionais que tiram o peso do contexto histórico.
Ponto fraco: o ritmo é irregular: há sequências longas demais em estradas vazias, sem tensão real.
Curiosidades
- O diretor Christian Carion é o mesmo de O Reencontro, filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008.
- O longa mistura cenas ficcionais com imagens reais de arquivo do êxodo de 1940, técnica que reforça o tom documental.
- As gravações foram feitas no norte da França, em locações próximas às rotas históricas seguidas pelos refugiados da época.
Perguntas frequentes
Viva a França é baseado em fatos reais? Sim. O filme recria o êxodo de civis franceses de maio de 1940, pouco antes da invasão alemã, e usa imagens documentais reais do período.
Quem dirige Viva a França? O longa é dirigido por Christian Carion, mesmo diretor de O Reencontro, e co-dirigido por Helgi Felixson e Titti Johnson.
Viva a França tem cena pós-créditos? Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem teaser ou cena extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Drama europeu ambientado na Segunda Guerra que preferem foco nos civis aos combates.
- Quem já viu O Reencontro e quer revisitar o universo do mesmo diretor.
- Interessados em história francesa do século XX e no episódio pouco conhecido do êxodo de 1940.
Título original: En mai fais ce qu'il te plaît
País de origem: França
Data do lançamento: 08/09/2016
Diretor: Christian Carion, Helgi Felixson, Titti Johnson
Principais atores: