Veja o trailer do filme Visages, villages

Visages, villages

Visages, villages

12 Documentário Duração: 1h 34min

O que você precisa saber antes de assistir

Os Catadores e Eu já tinha provado que Agnès Varda enxergava poesia no que todo mundo ignora. Em Visages, Villages, ela repete a dose ao lado do fotógrafo JR.

Os dois pegam a estrada em um caminhão fotográfico e percorrem vilarejos do interior da França. Em cada parada, fotografam moradores comuns e colam os retratos em escala gigante nos muros, nas fachadas, nas paredes de fábricas.

O filme é parte road movie, parte manifesto sobre arte pública e parte diário de uma amizade improvável. A documentário se constrói no improviso, com Varda e JR trocando ideias sobre imagem, memória e o que vale ser registrado.

Estreia e legado

Visages, Villages chegou aos cinemas brasileiros em 25 de janeiro de 2018, trazido pela Fênix Filmes, quase um ano depois de seu lançamento na França. A espera não diminuiu o impacto.

Em Cannes 2017, o filme recebeu o Olho de Ouro, prêmio dedicado ao melhor documentário da mostra. Em 2018, concorreu ao Oscar de Melhor Documentário, perdendo para Eu Não Sou Seu Negro, mas consolidando-se como um dos títulos mais celebrados daquele ano pela crítica internacional.

Hoje, a obra é lembrada como um dos pontos altos da filmografia tardia de Agnès Varda, lançado pouco antes de problemas de saúde limitarem suas aparições públicas. É também o registro de uma parceria afetiva rara com JR, que mistura admiração mútua e provocação leve.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a humanidade dos encontros. Cada retrato colado num muro de fábrica ou de celeiro transforma pessoas anônimas em monumentos temporários, e o filme captura isso sem pieguice.

A cumplicidade entre Varda e JR dá leveza ao que poderia virar ensaio sociológico. As discussões sobre envelhecer, trabalhar e ser visto soam genuínas.

Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento. Quem busca tensão narrativa ou grandes reviravoltas vai achar o passeio contemplativo demais.

Alguns episódios (como a famosa investida à casa de Jean-Luc Godard) viram quase piada interna do cinema francês, o que pode alienar quem não conhece os bastidores da Nouvelle Vague.

Curiosidades dos bastidores

  • O caminhão fotográfico usado por JR no filme é o mesmo que ele vinha employing em instalações reais pelo mundo, incluindo o Brasil, onde colou retratos no Morro da Providência.
  • A parceria com Varda começou em 2015, após os dois se encontrarem numa homenagem e decidirem, ali mesmo, rodar algo juntos pelo interior da França.
  • A visita a Godard foi improvisada: Varda e JR passaram pela porta dele sem avisar, e a sequência do bilhete na porta virou uma das imagens mais compartilhadas do documentário.

Perguntas frequentes

Visages, Villages é documentário ou ficção?

É um documentário, dirigido por Agnès Varda e JR. Não há roteiro ficcional, embora existam situações encenadas de leve, como a colagem dos retratos nas paredes.

Qual a duração de Visages, Villages?

O filme tem 94 minutos, pouco menos de uma hora e meia, o que ajuda no ritmo contemplativo da viagem.

Visages, Villages está disponível em streaming no Brasil?

Desde a estreia nos cinemas em 2018, o longa circulou em catálogos digitais no Brasil. A disponibilidade atual deve ser consultada na grade dos serviços de streaming exibida na seção de programação desta página.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de documentário autoral europeu, especialmente da linhagem de Varda e da tradição humanista francesa.
  • Entusiastas de arte urbana, fotografia de grande formato e intervenções em espaço público.
  • Quem aprecia filmes sobre amizade intergeracional e processos criativos mostrados em tempo real.

Título original: Visages, Villages

País de origem: França

Data do lançamento: 25/01/2018

Distribuidora: Fênix Filmes

Diretor: Agnès Varda JR., Agnès Varda, JR (Jean Réné)

Principais atores: