Veja o trailer do filme Videodrome: a síndrome do vídeo

Videodrome: a síndrome do vídeo

Videodrome: a síndrome do vídeo

Sobre o que é Videodrome: a síndrome do vídeo

Max Renn é um programador de TV a cabo que vive atrás de audiência a qualquer custo. Quando sua equipe capta um sinal pirata chamado Videodrome, ele enxerga potencial em vez de problema.

O canal transmite tortura e assassinato com realismo perturbador, gravado supostamente em Pittsburgh. Max decide ir atrás da fonte da transmissão e descobre que o conteúdo é parte de um experimento bem mais estranho do que aparenta.

Dirigido por David Cronenberg, o filme mistura ficção científica, terror corporal e crítica midiática em uma das obras mais citadas do cinema canadense dos anos 80.

Linha do tempo e legado

Lançado em 1983, Videodrome estreou em um momento de ouro para o terror conceitual, ao lado de clássicos como Dead Zone, também de Cronenberg. A recepção na época foi dividida: a crítica o adorou, mas o público foi reticente diante do ritmo lento e das cenas de mutilação corporal.

Hoje o filme é tratado como cult. Entrou para listas de melhores obras de ficção científica e terror já feitas, influenciou videoclipes de Nine Inch Nails, Simpsons e até debates acadêmicos sobre Gilles Deleuze. Foi restaurado em 4K e voltou aos cinemas em sessões especiais, incluindo relançamentos no Brasil.

Cronenberg já admitiu, em entrevistas recentes, que o filme parece um prenúncio das redes sociais. A ideia de entrar no aparelho de TV antecipou, em parte, o que a internet virou.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a discussão sobre televisão, corpo e alucinação segue atual. Os efeitos práticos de Rick Baker (máscaras, mãos biomecânicas, buracos de bala) envelheceram melhor do que muito CGI da época.

Ponto fraco: o terceiro ato acelera de forma confusa. O espectador desavisado pode sair sem entender o final. Não espere ação: Videodrome é drama psicológico travestido de terror.

Vale o ingresso em sessão especial ou maratona com Cronenberg, não como entretenimento leve.

  • Os efeitos práticos de Rick Baker incluem mãos orgânicas que se fundem à carne, criadas com espuma de látex e arame.
  • Debbie Harry, do Blondie, conseguiu o papel depois de fazer testes para a banda tocar a trilha, que acabou assinada por Howard Shore.
  • David Cronenberg aparece brevemente como um operador de Videodrome no início do filme, em um cameo sem créditos.

Videodrome: a síndrome do vídeo é um filme de terror ou ficção científica?

Os dois. A classificação mais usada é terror corporal e ficção científica distópica, com elementos de drama psicológico sobre mídia.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina antes dos créditos finais, sem gancho extra. Isso não impede a interpretação aberta do desfecho.

Videodrome vale a pena em 2024 e depois?

Vale, especialmente se você se interessa por debates sobre televisão, algoritmo e distopia tecnológica. É uma obra que envelhece justamente por antecipar temas da era das redes sociais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de autor e body horror que já assistiram A Mosca e Crash.
  • Leitores de Philip K. Dick, William Gibson e ensaios sobre tecnologia e percepção.
  • Curiosos que gostam de revisitar clássicos restaurados em 4K e discutir suas camadas em fóruns como Letterboxd.

Título original: Videodrome: a síndrome do vídeo

País de origem: Canadá

Data do lançamento: 31/12/2022

Diretor: David Cronenberg

Principais atores: