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Vidas Secas

Vidas Secas

14 Ficção Drama Duração: 1h 43min

Sobre o que é Vidas Secas

Uma família de retirantes foge da seca no sertão nordestino carregando o pouco que tem. Nélson Pereira dos Santos transforma o romance de Graciliano Ramos em um dos retratos mais duros já feitos da miséria rural no Brasil.

O filme não pede pena do espectador. Ele mostra o trabalho, a fome, o medo dos soldados e a relação de dependência com o patrão da terra. A seca é cenário; opressão é o motor da história.

Produzido em 1963, o longa dialoga com o Cinema Novo, movimento que buscava retratar o país real com recursos limitados e estética própria. É drama social sem panfletarismo barato.

Quando estreou e por que ainda importa

Vidas Secas foi lançado em 1963 e marcou uma virada no cinema brasileiro. Chegou às telas brasileiras em circuito limitado, mas circulou por festivais internacionais e ganhou reconhecimento ao longo das décadas.

O longa recebeu prêmios em Cannes e foi incluído em listas de melhores filmes brasileiros. Hoje, é referência obrigatória em cursos de cinema, literatura e história.

Comparações com Memórias do Cárcere e Rio, Zona Norte, ambos de Nélson Pereira dos Santos, ajudam a entender o projeto autoral do diretor. Vidas Secas segue sendo exibido em mostras, cineclubes e plataformas de streaming com cópias restauradas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O uso de não-atores nordestinos ao lado de Átila Iório e Maria Ribeiro dá verdade à miséria em cena. A direção de Nélson é econômica, seca como o próprio título.

Ponto alto: A narrativa fragmentada, que não segue ordem cronológica, obriga o espectador a montar o quebra-cabeça da exploração. Funciona bem em quem aceita um ritmo mais contemplativo.

Ponto fraco: O ritmo lento e a fotografia em preto e branco podem afastar quem espera um drama mais "tradicional". Não é filme de torcida, é de silêncio.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro foi escrito pelo próprio Nélson Pereira dos Santos em parceria com Luiz Carlos Barreto, ainda durante as viagens do diretor pelo Nordeste para documentar a seca de 1958.
  • Grande parte do elenco é formada por moradores da região onde o filme foi rodado, no sertão de Pernambuco, o que dá autenticidade ao sotaque e aos gestos.
  • A cena do cachorro Baleia foi construída com cortes que alternam um animal real e um modelo mecânico, recurso simples que se tornou marcante na história do cinema brasileiro.

Perguntas frequentes

Vidas Secas é baseado em livro?

Sim. O filme é adaptação do romance de Graciliano Ramos publicado em 1938, considerado um dos pilares da literatura nordestina.

Quem dirigiu Vidas Secas?

O filme é de 1963, dirigido por Nélson Pereira dos Santos, um dos nomes centrais do Cinema Novo.

Onde assistir Vidas Secas online?

O filme está disponível em plataformas de streaming como Mubi e, periodicamente, em exibições em cineclubes e mostras. Consulte a grade de programação atualizada logo abaixo para cinemas e sessões na sua cidade.

Pra quem é este filme:

  • Leitores de Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Euclides da Cunha que querem ver o livro ganhar corpo em tela.
  • Entusiastas do Cinema Novo brasileiro, do trabalho de Glauber Rocha e de cineastas que filmaram o país com pouco dinheiro e muita ideia.
  • Público de mostras, cineclubes e retrospectivas que consome cinema de arte em plataformas como Mubi, Itaú Cultural e sessões comentadas como a de Cinema de Lágrimas.

Título original: Vidas Secas

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 02/03/2003

Diretor: Nélson Pereira dos Santos

Principais atores: