Veja o trailer do filme Vale da luta
O que é Vale da Luta?
Vale da Luta (Fight Valley, no original) é um longa de ação e drama centrado em rinhas clandestinas femininas, gênero conhecido no cinema B americano.
A premissa é direta: Tori Coro (Chelsea Durkalec), de 22 anos, é encontrada morta em uma floresta depois de uma luta ilegal. O local, chamado Vale da Luta, virou território de apostadores e rinha pesada.
Para entender o que houve, a irmã dela, Windsor (Susie Celek), troca o luto pelo ringue. A partir daí, o filme mistura investigação, vingança e treinamento de MMA, embalado pela presença de lutadoras reais do cenário americano.
Quando estreou e como é lembrado
Vale da Luta chegou aos cinemas brasileiros em 9 de fevereiro de 2017, distribuído pela Elite Filmes, com uma campanha discreta e voltado para o público de filmes de luta.
Não recebeu atenção da crítica, não disputou premiações relevantes e teve passagem rápida nas salas. Hoje, circula mais em catálogo de streaming e locadora digital do que na memória do público.
Para cinéfilos que estudam o subgênero de rinha feminina, funciona como registro curioso, já que reúne Miesha Tate e Holly Holm, duas referências do MMA mundial, em cena.
Vale o ingresso?
Ponto alto: as cenas de combate são o motivo de existir do filme. Coreografadas com vocabulário real de MMA, têm impacto visual e peso de golpes que faltam em muita produção de estúdio.
A participação de lutadoras como Miesha Tate e Holly Holm dá autenticidade ao ringue, mesmo nos momentos mais forçados.
Ponto fraco: a narrativa é subdimensionada. Os diálogos expositivos travam o ritmo, a investigação quase não avança e os personagens coadjuvantes parecem figurantes de um videocliete alongado.
A direção de Rob Hawk é funcional nas lutas e fraca no resto, com enquadramentos que mais parecem registro do que cinema. Comparado a Código de Honra, referência do gênero, fica devendo em tensão e construção de protagonista.
Curiosidades de bastidores
- As cenas de luta foram coreografadas por treinadores reais de MMA, o que explica o nível de detalhe dos golpes em uma produção de orçamento tão modesto.
- A ex-campeã do UFC Holly Holm, famosa pela vitória sobre Ronda Rousey, faz uma das participações mais curtas e marcantes do filme.
- A maior parte das lutas foi filmada em locações reais de Nova Jersey, sem plateia de cinema, para preservar a estética de rinha clandestina.
Perguntas frequentes
Vale da Luta é baseado em fatos reais? Não. A história é ficcional, embora use como pano de fundo o circuito real de lutas clandestinas e conte com atletas profissionais do MMA em cena.
O filme tem cena pós-créditos? Não. A narrativa termina nos créditos finais, sem gancho extra para continuação.
Vale a pena assistir a Vale da Luta? Depende do seu nível de tolerância com filmes B. Se a ideia é ver combate feminino com cara de ringue real, o filme cumpre. Se você quer roteiro sólido e direção inspirada, é melhor procurar Código de Honra ou Os Esquecidos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de MMA, muay thai e grappling que querem ver combate feminino com cara de ringue de verdade, não de plateia de cinema.
- Consumidores de filmes B de vingança e rinha, acostumados com orçamento baixo, mas que cobram ao menos coreografia honesta nas lutas.
- Curiosos que acompanham a transição de lutadoras reais para o audiovisual, interessados em ver nomes como Miesha Tate e Holly Holm em cena.
Título original: Fight Valley
País de origem: EUA
Data do lançamento: 09/02/2017
Distribuidora: Elite Filmes
Diretor: Rob Hawk
Principais atores: