Veja o trailer do filme Uma Linda Mulher

Uma Linda Mulher

Uma Linda Mulher

O que é Uma Linda Mulher?

Um magnata perdido no trânsito de Los Angeles pede ajuda a uma mulher no Hollywood Boulevard. Ela é Vivian Ward, prostituta de carteira na mão, interpretada por uma Julia Roberts que explodiu para o estrelato com este papel em 1990.

Ele é Edward Lewis, executivo frio vivido por Richard Gere, que acaba contratando Vivian por uma semana para acompanhá-lo em compromissos sociais. A troca funciona, e o acordo comercial começa a azedar quando os dois se envolvem.

O longa nasceu como um drama pesado sobre prostituição e foi retrabalhado até virar o conto de fadas moderno que conhecemos, dirigido por Garry Marshall com humor leve, romance de novela e aquela Paris no final como selo de qualidade emocional.

Estreia e legado

Chegou aos cinemas norte-americanos em 23 de março de 1990 e desembarcou no Brasil em 26 de julho daquele ano, pela Disney/Buena Vista. Custou cerca de 14 milhões de dólares e devolveu mais de 463 milhões no mundo inteiro, um dos maiores fenômenos comerciais daquela década.

Julia Roberts foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, a única categoria em que o filme competiu. O roteiro original, escrito por J.F. Lawton, previa um final trágico em que Vivian era solta na rua com o dinheiro do combinado. Foi só a insistência de Marshall e do estúdio que transformou aquele material pesado em comédia romântica com final feliz.

A trilha reviveu Oh, Pretty Woman, de Roy Orbison, e cravou Still Blonde de Roy Orbison, It Must Have Been Love de Roxette e Wild Women Do, de Natalie Cole, no imaginário coletivo. Mais de três décadas depois, a cena da joalheria, o espirro no pianinho e a ópera em San Francisco seguem sendo referenciadas em séries, paródias e memes.

É um daqueles filmes antigos que sustentam o rótulo de clássico: foi relançado em versões restauradas, virou musical da Broadway em 2018 e segue passando em sessão da tarde em TV aberta.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Gere e Roberts. Eles não só funcionam, eles redefinem o que o público espera de um par romântico no cinema comercial. O timing cômico de Julia em cenas como a da loja de roupas e a do espirro sustenta o filme sozinho.

Outro mérito é a direção firme de Garry Marshall, que segura o tom açucarado sem deixar a história virar novela mexicana.

Ponto fraco: o roteiro é raso nas intenções. A questão de classe entre os protagonistas é tratada com panos quentes, e a solução final pede que o espectador engula uma reviravolta bastante inverossímil. A representação de Vivian no início, embora caricata, foi alvo de críticas consistentes ao longo dos anos por romantizar a prostituição.

É entretenimento honesto, mas pede suspensão total de ceticismo.

  • A ideia original tinha o título 3000 e tratava Vivian como usuária de drogas e Edward como viciado em trabalho; o final trágico previa ela sozinha no ônibus de volta ao Boulevard.
  • A famosa cena da ópera é La Traviata, de Verdi, a mesma ópera que originou o musical Moulin Rouge, de Baz Luhrmann, com Ewan McGregor e Nicole Kidman.
  • A canção It Must Have Been Love, do Roxette, não foi composta para o filme: já existia e ganhou uma versão com letra de Natalha para a trilha sonora, o que a transformou em hit planetário.

Uma Linda Mulher é baseado em uma história real?

Não. O filme é inspirado vagamente no conto de fadas da Cinderela, mas o roteiro é original de J.F. Lawton, escrito quando o autor tinha 23 anos e trabalhava em uma agência de acompanhantes no Japão.

Quantas vezes Julia Roberts foi indicada ao Oscar por Uma Linda Mulher?

Uma única vez, em 1991, na categoria de Melhor Atriz, o que representou a primeira grande indicação da atriz em sua carreira.

Onde assistir Uma Linda Mulher em streaming?

O filme já passou por Disney+ e costuma figurar em catálogos rotativos de plataformas como HBO Max, Prime Video e Apple TV, além de ser disponibilizado para aluguel digital nas principais lojas online. Use o bloco de programação abaixo para conferir a disponibilidade atual.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia romântica clássica: quem cresceu assistindo Sessão da Tarde e adora revirar o catálogo dos anos 90 vai reconhecer a referência máxima do gênero.
  • Curiosos sobre cultura pop dos anos 90: o filme é peça obrigatória para entender a era pós-Sex and the City e a consolidação de Julia Roberts como queridinha da América.
  • Casais em busca de maratona leve: funciona como sessão pipoca para quem quer comédia romântica leve, sem compromisso cerebral, e quer um bom programa de sofá.