Veja o trailer do filme Um Vampiro no Brooklyn
Um Vampiro no Brooklyn
O que esperar do filme
Em Um Vampiro no Brooklyn, Eddie Murphy assume o papel de Maximillian, um vampiro centenário que atravessa o Caribe até Nova York com uma missão clara: encontrar uma descendente da sua linhagem e dar continuidade à sua espécie.
O problema é que a candidata perfeita é a detetive Rita, vivida por Angela Bassett, que não faz a menor ideia do destino sobrenatural que o espera.
Dirigido por Wes Craven, o filme mistura terror gótico, comédia pastelão e romance improvável, com Murphy fazendo múltiplos personagens para turbinar o humor.
Estreia e legado
Lançado em 1995, Um Vampiro no Brooklyn foi a tentativa da Universal de transformar Eddie Murphy no astro de uma franquia de terror cômico, à moda de A Hora do Pesadelo com humor.
O longa chegou aos cinemas em 27 de outubro de 1995, apostando no Halloween como vitrine, mas o resultado nas bilheteiras ficou bem abaixo do esperado e a sequência planejada nunca saiu do papel.
Hoje, o filme é lembrado como uma curiosidade estranha na filmografia de Craven, o pai de Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, e como um dos experimentos mais malucos da era áurea de Eddie Murphy.
Apesar das críticas mornas, ganhou um cult following entre fãs de comédias sobrenaturais datadas dos anos 90.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Eddie Murphy no comando, trocando de personagem como o Reverendo Pauly e o cafetão Guido, resgata a energia de Norbit e O Professor Aloprado, arrancando gargalhadas reais mesmo no roteiro mais fraco.
A direção de arte também merece crédito, com direito a um clímax na ponte do Brooklyn visualmente caprichado.
Ponto fraco: O roteiro nunca decide se quer ser comédia romântica, terror de verdade ou pastiche dos dois, e a química entre Murphy e Bassett não deslancha.
As cenas de horror genuine de Craven competem com piadas escatológicas a cada cinco minutos, e o tom geral fica destrambelhado.
Curiosidades de bastidor
- Eddie Murphy chegou a anunciar uma sequência chamada Vampire in Brooklyn 2, mas o fracasso de bilheteria enterrou o projeto.
- Wes Craven escalou Jerry Hall, a famosa ex-mulher de Mick Jagger, em um dos papéis de vampira, em uma decisão de elenco bem chamativa.
- O figurino de Maximillian virou referência em festas de Halloween por anos, com a capa longa e o penteado característico.
Perguntas frequentes
Um Vampiro no Brooklyn é terror ou comédia?
É uma comédia com elementos de terror, na linha de fantasia sobrenatural. As cenas assustadoras existem, mas o tom geral é cômico.
Wes Craven dirige bem uma comédia?
Craven entrega uma direção de arte caprichada e algumas imagens marcantes, mas o ritmo de comédia escapa do diretor de Pânico.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem gancho extra para o espectador que esperar até o final.
Pra quem é este filme:
- Fãs do Eddie Murphy dos anos 90 que cresceram assistindo O Professor Aloprado e Norbit.
- Apreciadores de filmes de terror com humor nonsense, como A Hora do Pesadelo ou os longas de Abbott e Costello.
- Curiosos pela filmografia de Wes Craven que querem ver o diretor fora da zona de conforto do slasher.