Veja o trailer do filme Um Tio Quase Perfeito
Um Tio Quase Perfeito
Do golpe ao batismo de fogo como tio babão
Tony é daqueles malandros cariocas que enxergam uma farsa em cada esquina. Vendido como estátua viva, fingindo pastor ou bancando cartomante — ele troca de fantasia como quem troca de camisa, sempre com a ajuda da mãe Cecília, uma cúmplice orgulhosa de cada tramoia.
Quando os dois perdem o teto, sobra uma única saída: bater na porta de Angela, irmã de Tony com quem o convívio é gelo fino. Tony aplica o papo, Angela engole o anzol, e a casa vira o novo palco da dupla.
Aí vem o nó da história: Angela ganha uma promoção que a joga pra estrada por semanas e deixa os três filhos aos cuidados do tio. Pronto. O golpista profissional vira responsável por crianças — e aí o filme entra na sua melhor fase, entre berros, lambanças e carinho mal disfarçado.
Estréia nos cinemas e como o filme é lembrado
Um Tio Quase Perfeito chegou às salas brasileiras em 15 de junho de 2017, distribuído pela H2O Films, apostando no filão da comédia popular em pleno período de Copa do Mundo e férias escolares.
Não chegou perto de prêmios internacionais — não era essa a proposta. Mas funcionou como vitrine para o talento de Marcus Majella, que já vinha do sucesso de Vai Que Cola, o Filme e da temporada do Multishow.
Hoje o longa é lembrado como uma comédia de aluguel sem pretensão, daquele tipo que o público procura nas sessões de domingo à tarde ou nas locatárias digitais quando bate a saudade do humor tupiniquim de antigamente.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Marcus Majella carrega o filme nas costas. O personagem Tony tem timing cômico afiado e funciona porque o ator dosa patetice e malandragem sem cair no caricato. Quem curte o humor do Vai Que Cola vai sair feliz.
Ponto fraco: O roteiro é linear demais, quase um episódio esticado de sitcom. As crianças coadjuvantes recebem pouca construção e a direção de Pedro Antônio aposta no piloto automático em vários momentos.
Não espere diálogos afiados nem reviravoltas. A graça está no caos doméstico, nos improvisos e no carisma de Majella. Sessão de pipoca e risada garantida, mas não espere chorar de emoção depois.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro nasceu a partir do quadro "Tio Tony", personagem que Marcus Majella já interpretava no programa Multishow e que fez bastante sucesso nas redes sociais antes do filme.
- As cenas com as crianças — Julia Svacinna, Sofia Barros e João Barreto — foram gravadas com acompanhamento pedagógico por causa da idade do elenco mirim.
- Eduardo Galvão, que aparece no elenco, estava em uma fase intensa de trabalhos na TV aberta e topou a participação como um favor ao amigo Majella, com algumas cenas gravadas em poucos dias.
Perguntas frequentes
Um Tio Quase Perfeito é baseado no personagem do Multishow?
Sim. O Tony já existia como quadro de humor no canal e foi expandido para o longa, aproveitando o carisma que Majella já tinha construído com o público.
Um Tio Quase Perfeito tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais e não há cena extra. Pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.
Um Tio Quase Perfeito é indicado para ver com crianças?
Sim. A classificação é livre, o humor é pastelão sem conteúdo pesado e a dinâmica com as três crianças ajuda a manter o público infantil entretido.
Pra quem é este filme:
- Fãs do humor de Marcus Majella e do universo Vai Que Cola, que vão reconhecer o tipo de comédia que consagrou o ator.
- Quem busca comédia brasileira leve, estilo sessão da tarde, para ver com a família sem pensar muito.
- Telpectadores nostálgicos de comédias de 2010 como Tô ryca e Depois de Tudo, que apreciam o humor pastelão nacional.
Título original: Um tio quase perfeito
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 15/06/2017
Distribuidora: H2O
Diretor: Pedro Antônio
Principais atores: