Um Crime Americano
O que você precisa saber antes de assistir
1965. Indiana, interior dos Estados Unidos. As irmãs Sylvia e Jennie Likens são deixadas na casa de Catherine Keener (Gertrude) enquanto os pais viajam com o circo da família. Gertrude é uma mãe solteira com sete filhos, endividada e à beira do colapso nervoso.
O que era para ser uma temporada temporária vira um dos capítulos mais sombrios da história criminal americana. O longa dirigido por Tommy O'Haver recria os meses de tortura psicológica e física sofridos por Sylvia dentro daquela casa, com a conivência crescente dos vizinhos e das crianças da rua.
Não é um filme fácil. É um drama de câmara que prefere a frieza do cotidiano ao espetáculo do horror, e é justamente isso que incomoda.
Estréia, legado e repercussão
Um Crime Americano chegou aos cinemas brasileiros em 22 de agosto de 2008, após passar pelo circuito de festivais e gerar controvérsia já nos primeiros trailers. A MGM enfrentou resistência de exibidores, desconforto com a violência gráfica e classificação indicativa alta.
O longa se sustenta até hoje como uma das adaptações mais corajosas (e pesadas) de um caso real envolvendo abuso infantil nos Estados Unidos. Não ganhou grandes prêmios nem figurou na corrida do Oscar, mas é citado com frequência em listas de filmes sobre crimes reais que não oferecem redenção fácil ao espectador.
No streaming, ganhou uma segunda vida entre os fãs de Ellen Page que procuram os papéis mais sombrios da carreira do ator, e é apontado como predecessor de obras como Além da Morte e Corra! na discussão sobre violência cotidiana e horror psicológico.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a atuação de Ellen Page. Sylvia é um papel físico, exaustivo, sem rede de proteção, e ela entrega sem apelar para o melodrama. Catherine Keener também impressiona ao construir uma vilã banal, sem caricatura.
Ponto alto (técnico): a direção prefere planos longos e silêncio. A violência não acontece em cortes rápidos, e isso potencializa a sensação de impotência.
Ponto fraco: o ritmo cai em alguns atos do meio, quando a narrativa repete situações parecidas para mostrar a degradação progressiva. Em longa-metragem, esse recurso pesa.
Ponto fraco (honesto): não é filme para qualquer momento. Algumas cenas beiram o excesso e podem chocar mais do que informar.
Curiosidades dos bastidores
- O caso real de Sylvia Likens também inspirou o documentário fictício An American Crime que dá nome ao filme, estrutura narrativa usada para intercalar depoimentos à reconstituição.
- No elenco aparecem vários atores que depois estouraram em Hollywood, como Evan Peters, James Franco e Scout Taylor-Compton, ainda no início de carreira em 2007.
- Durante as filmagens, Ellen Page e Hayley McFarland ficaram longos períodos em silêncio entre takes para preservar o clima emocional do set, segundo entrevistas da produção.
Perguntas frequentes
Um Crime Americano é baseado em fatos reais?
Sim. O filme reconstrói o caso de Sylvia Likens, adolescente torturada e morta em 1965 em Indianápolis, na casa onde foi deixada com a família Baniszweski.
Um Crime Americano tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina antes dos créditos finais, sem sequência extra nem teaser após a última cena.
Onde assistir Um Crime Americano online?
Confira a grade de streaming e os cinemas em cartaz atualizados logo abaixo, na seção de programação.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas baseados em casos reais que buscam peso emocional e crítica social sem didatismo.
- Quem acompanha o trabalho de Ellen Page e quer ver performances fora da zona de conforto do ator.
- Interessados em horror psicológico e thriller de tensão doméstica, no mesmo espectro de Invocação do Mal e Além da Morte.
Título original: An American Crime
País de origem: EUA
Data do lançamento: 22/08/2008
Diretor: Tommy O'Haver
Principais atores: