Veja o trailer do filme Tudo por Amor ao Cinema
Tudo por Amor ao Cinema
Sobre o que é Tudo por Amor ao Cinema
O documentário reconstrói a trajetória de Cosme Alves Netto (1937-1996), figura decisiva para a preservação do cinema brasileiro durante a ditadura militar.
Michiles parte da curadoria da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, assumida em 1965, para mostrar como Cosme transformou o acervo em trincheira cultural.
Não é apenas um perfil institucional: o filme revela o lado humano de alguém que arriscou a própria segurança para manter viva a memória cinematográfica do país.
Veja mais em nossa seção de documentários sobre cinema brasileiro.
Estreia e legado do filme
Chegou aos cinemas em 30 de julho de 2015, em circuito limitado, e circulou mais fortemente em mostras e festivais do que nas salas comerciais.
Integra a trilogia de Aurélio Michiles sobre o cinema nacional, iniciada com Que Viva Glauber! (1991) e continuada com O Cinesta da Selva (1997), sobre o pioneiro Silvino Santos.
É lembrado hoje como peça fundamental para entender o vazio deixado pela geração de Cosme Alves Netto, ainda pouco reconhecido pelo grande público.
Quem se interessa pelo tema pode comparar com Eduardo Coutinho, 7 de Outubro e Vinte - RioFilme, 20 Anos de Cinema Brasileiro.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o resgate histórico é genuíno, com depoimentos raros de nomes como Eduardo Coutinho, Nélson Pereira dos Santos e Carlos Diegues, que dão peso afetivo ao retrato de Cosme.
Ponto alto: a direção de Aurélio Michiles equilibra arquivo e entrevista sem cair na hagiografia fácil.
Ponto fraco: o ritmo é de documentário de catálogo, com pouca dinamização visual, o que pode cansar quem não tem familiaridade com o período.
Ponto fraco: pressupõe algum conhecimento prévio sobre o cinema brasileiro dos anos 1960-80, ficando hermético para o espectador ocasional.
Curiosidades de bastidor
- O filme integra a trilogia de Aurélio Michiles sobre cinema brasileiro, completada com Que Viva Glauber! e O Cineasta da Selva.
- Cosme Alves Netto comandou a Cinemateca do MAM-RJ justamente durante todo o período da ditadura militar (1964-1985), guardando filmes clandestinamente.
- A montagem resgata imagens de arquivo raríssimas, algumas vindas de acervos pessoais que circularam pouco fora do circuito de festivais.
Perguntas frequentes
Onde assistir Tudo por Amor ao Cinema?
O documentário teve circulação em mostras e festivais após a estreia em julho de 2015. Hoje pode ser encontrado em acervos universitários, mostras itinerantes e eventualmente em streamings especializados em cinema brasileiro.
Quem foi Cosme Alves Netto?
Foi curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro de 1965 até depois do fim da ditadura, tendo papel central na preservação de filmes perseguidos pelo regime militar.
É preciso conhecer cinema brasileiro para entender o filme?
Ajuda bastante, especialmente noções sobre o Cinema Novo e o contexto da repressão cultural nos anos 1960-80. Sem esse repertório, o documentário ainda funciona, mas perde camadas de leitura.
Pra quem é este filme:
- Entusiastas de história do cinema brasileiro que querem preencher lacunas sobre a geração da Cinemateca do MAM-RJ.
- Pesquisadores e estudantes de cinema, comunicação e história do Brasil durante a ditadura militar.
- Fãs de cinebiografias de bastidor, interessadas em figuras que trabalharam nos bastidores da cultura brasileira.
Título original: Tudo por amor ao cinema
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 30/07/2015
Diretor: Aurelio Michiles
Principais atores: