Trem da Alegria - Arte, Futebol e Ofício

Trem da Alegria - Arte, Futebol e Ofício

Documentário Duração: 1h 23min

O Trem da Alegria que todo mundo quer pegar

O documentário Trem da Alegria - Arte, Futebol e Ofício parte de uma premissa deliciosa: um time de futebol formado por ex-jogadores profissionais — alguns deles campeões mundiais — e artistas da música popular brasileira.

O grupo se reúne no Rio de Janeiro para jogar bola, beber cerveja e contar histórias. Tudo sob a batuta de Afonso Celso Garcia Reis, o Afonsinho, ex-atleta, médico e jornalista que já foi eternizado em um samba-enredo de Gilberto Gil.

O filme é praticamente uma festa filmada. Mas não se engane: o encontro é também um pretexto para discutir amizade, memória esportiva e a boemia carioca.

Quem assina a direção é Francis Vale, que conduz a narrativa com simplicidade, deixando os personagens falarem por si.

Quando chegou às telas

Trem da Alegria - Arte, Futebol e Ofício estreou nos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017. É um documentário de nicho, com distribuição limitada e circulação prioritária em mostras e sessões especiais.

Não concorreu a grandes festivais internacionais, mas encontrou seu público entre admiradores do futebol de raiz e da música popular brasileira.

Hoje, é lembrado como um documento afetivo sobre um tipo de confraria esportiva que o Rio de Janeiro soube cultivar como poucos lugares do mundo.

Para quem curte documentário esportivo de viés cultural, o título funciona como porta de entrada para um universo pouco explorado pelo cinema.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o carisma dos personagens é contagiante. As histórias de Afonsinho, as piadas entre os jogadores e a presença de artistas da MPB dão um tom de roda de samba em volta de um campo de terra.

Ponto fraco: a narrativa é demasiado contemplativa. Quem busca estrutura de reportagem, entrevistas com conflito ou uma grande revelação histórica pode sentir falta de tensão dramática.

É um filme de afetos, não de furos. Aceite nesse ritmo e a sessão rende bem.

Bastidores que valem a nota

  • Samba de Gilberto Gil: o próprio Gilberto Gil compôs um samba em homenagem a Afonsinho, fato raro que aparece organicamente no documentário.
  • Título com duplo sentido: "Trem da Alegria" remete tanto à expressão popular de festa quanto ao movimento coletivo do grupo, que não para de acontecer.
  • Rio de Janeiro como personagem: o documentário usa a cidade quase como um protagonista silencioso, com seus campos de terra, bares e becos.

Perguntas frequentes

Trem da Alegria - Arte, Futebol e Ofício é documentário ou ficção?

É um documentário brasileiro de 2017, dirigido por Francis Vale. Mostra situações reais com personagens não ficcionais.

Quem é Afonsinho, o líder do time?

É Afonso Celso Garcia Reis, ex-atleta, médico e jornalista, que recebeu um samba-homenagem de Gilberto Gil e organiza o grupo há décadas.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. O documentário encerra sua narrativa antes dos créditos finais, sem ganchos ou cenas extras após o término da história principal.

Pra quem é este filme:

  • Torcedor nostálgico: fã de futebol brasileiro dos anos 70, 80 e 90, que coleciona camisas de época e tem uma relação afetiva com craques aposentados.
  • Apostador de MPB: ouvinte assíduo de rádios como JBFM, que tem discos de Gilberto Gil, Caetano Veloso e clássicos do samba na estante.
  • Documentarista de boemia: quem curte o estilo "cinema de boteco" de diretores que retratam o Rio de Janeiro de maneira antropológica, sem glamour excessivo.

Título original: Trem da Alegria - Arte, Futebol e Ofício

País de origem: BRASIL

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Francis Vale