Veja o trailer do filme Trago comigo
Trago comigo
O que é Trago Comigo
Trago Comigo é um drama brasileiro que cruza ficção e documentário para revisitar a ditadura militar a partir de um lugar íntimo: a memória perdida de um ex-militante.
Telmo, vivido por Carlos Alberto Riccelli, é um diretor de teatro aposentado que participou da luta armada e passou seis meses preso. Hoje, restam-lhe apenas fragmentos do que viveu.
Para entender o que aconteceu, ele decide montar uma peça de teatro com atores jovens. O processo de criação vira uma espécie de arqueologia afetiva, onde cada cena encenada funciona como tentativa de resgate do que foi apagado.
A direção de Tata Amaral embaralha as fronteiras entre o ensaio, a memória e o material de arquivo, criando um filme que pensa a história recente do Brasil pela via da arte.
Quando estreou e por que ainda importa
Trago Comigo chegou aos cinemas brasileiros em 31 de dezembro de 2015, em circuito limitado, impulsionado por debates sobre os 50 anos do golpe militar.
O longa mistura atuações ficcionais com imagens reais de arquivos sobre a ditadura, propondo uma reflexão sobre o que o país escolheu lembrar e o que foi silenciado.
Em 2017, o projeto ganhou uma nova vida com sessões especiais acompanhadas de debates, registradas no portal como Trago comigo + bate papo após a sessão, voltadas a escolas euniversidades.
Quem se interessa por Nise - O Coração da Loucura e Como Nossos Pais encontra aqui outra peça-chave do cinema brasileiro de memória.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Tata Amaral constrói uma engenhoca narrativa tocante, em que teatro, memória e arquivo se alimentam mutuamente. Riccelli entrega um trabalho silencioso, de rosto e pausa, sustentando um personagem à beira do apagamento.
Ponto fraco: o ritmo é lento e a estrutura experimental pede atenção. Quem busca narrativa clássica ou reviravoltas pode achar o filme excessivamente contemplativo.
Curiosidades
- O filme combina cenas ficcionais com imagens reais de arquivos da ditadura, criando um jogo de espelhos entre a história encenada e a história documentada.
- Carlos Alberto Riccelli, protagonista, tem uma longa carreira no teatro brasileiro, o que dá ao personagem uma camada extra de verossimilhança.
- Em 2017, a distribuição promoveu sessões seguidas de debates com estudantes, em um projeto educativo registrado em Trago comigo + bate papo após a sessão.
Perguntas frequentes
Trago Comigo é baseado em fatos reais?
O longa não conta a história de uma pessoa específica, mas usa arquivos reais da ditadura militar brasileira e se apoia nos relatos de ex-militantes para construir a narrativa de Telmo.
Qual é a classificação indicativa de Trago Comigo?
A classificação é 12 anos, recomendada para adolescentes e adultos.
Quem dirige Trago Comigo?
A direção é de Tata Amaral, cineasta conhecida por obras como Brasília 18% e que também atua em outras frentes do cinema político nacional.
Pra quem é este filme:
- Interessados em cinema político brasileiro e em obras que revisitam a ditadura militar pela via da memória.
- Leitores de ensaios históricos e espectadores que curtem filmes híbridos, que misturam ficção e material de arquivo.
- Amantes de teatro que se interessam por processos criativos e pela relação entre arte e experiência pessoal.
Título original: Trago Comigo
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 31/12/2015
Distribuidora: Pandora Filmes
Diretor: Tata Amaral
Principais atores: