Veja o trailer do filme Tour De France - Festival Varilux Cinema Francês 2017
Tour De France - Festival Varilux Cinema Francês 2017
Tour De France: o rapper e o pintor
Em Tour De France, um rapper parisiense chamado Far'Hook precisa sumir de Paris por um tempo. O produtor, preocupado, manda o artista respirar longe do corre.
A solução encontrada é simples e inesperada: o rapper vai passar uns dias com o próprio pai, Serge, um sujeito encantado com Joseph Vernet, pintor francês do século XVIII.
O resultado é uma comédia dramática que mistura arte clássica, cultura hip hop e road movie pela costa da França. Os dois atravessam o país seguindo os passos do pintor histórico.
É um filme sobre encontro de opostos. Rap e pintura, juventude e velhice, Paris e o litoral.
De mostras francesas aos cinemas brasileiros
Tour De France foi exibido no Festival Varilux de Cinema Francês em 2017, circuito que costuma trazer ao Brasil títulos autorais e curiosidades do cinema europeu que raramente chegam por aqui.
Trata-se de um filme menor, quase programático, montado para circular em mostras e sessões especiais.
Por isso mesmo, sua carreira dependeu mais de festivais do que de grande circuito. Hoje é lembrado como um exemplar curioso do cinema francês de personagem.
Não disputou o Oscar, não foi a Cannes, mas sobrevive no catálogo como sessão de descoberta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a dupla central funciona. Gerard Depardieu entrega Serge com carisma desajeitado, e Sadek mantém um registro meio documental, como se o rapper estivesse mesmo de câmera ligada.
Ponto alto: a passagem pela costa francesa rende fotos belíssimas. O Mediterrâneo entra como um terceiro personagem.
Ponto fraco: o roteiro acena para temas fortes, como a relação entre pai e filho, arte e território, mas não aprofunda nenhum. A sensação é de rascunho bem intencionado.
Ponto fraco: o ritmo oscila entre a road movie e o drama familiar sem cravar nenhum dos dois.
Curiosidades de bastidores
- O ator Sadek é um rapper francês real, o que dá ao filme um tom metalinguístico raro para a carreira de Depardieu.
- Joseph Vernet, citado como mote da viagem, foi um pintor real do século XVIII, conhecido por retratar paisagens portuárias e cenas marítimas da França.
- O longa estreou no Brasil dentro do Festival Varilux de Cinema Francês de 2017, circuito que costuma selecionar títulos de difícil distribuição comercial.
Perguntas frequentes
Tour De France tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem gancho extra.
Tour De France é baseado em fatos reais?
Não é uma cinebiografia. A história de Joseph Vernet serve de inspiração para a viagem, mas o conflito entre pai e filho é ficcional.
Onde assistir Tour De France online?
O longa circulou em mostras como o Festival Varilux e pode aparecer em catálogos de streaming de cinema europeu, mas sem presença garantida nas grandes plataformas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de road movies europeias: quem curte histórias de travessia por estrada, com destino geográfico servindo de metáfora para o encontro entre personagens.
- Admiradores do cinema francês de autor: público acostumado com o ritmo mais lento e as tramas de personagem típicas das produções europeias exibidas em mostras como o Varilux.
- Quem gosta de Depardieu em modo leve: fás do ator que preferem vê-lo em papéis cativantes e temperamentais, longe de dramas densos.