Veja o trailer do filme Thirst Street
O que é Thirst Street
Gina é uma aeromoça norte-americana que chega a Paris destroçada depois do suicídio do namorado. Sozinha, entediada e emocionalmente destruída, ela cruza a porta de uma boate noturna e conhece Jeirome, o barman.
O que começa como um affair casual de escala em Paris vira uma obsessão. Gina decide ficar na França, larga a rotina, se entrega à luxúria e mergulha de cabeça no relacionamento. Até que Clémence, a ex de Jeirome, reaparece e a história desanda de vez.
Inspirado diretamente nos dramas eróticos europeus dos anos 1970, Thirst Street é uma reflexão seca e às vezes cômica sobre o que separa o amor da autodestruição. Dirigido por Nathan Silver, o longa foi exibido nos festivais de Tribeca e Veneza em 2017.
Estreia e legado
Thirst Street estreou mundialmente no Festival de Tribeca em abril de 2017 e poucos meses depois passou pela mostra Horizonte do Festival de Veneza, consolidando Silver como nome autoral do cinema indie norte-americano.
No Brasil, o filme chegou em circuito alternativo, com exibições em mostras de festival e salas de arte, sem grande campanha de bilheteria. É o tipo de título que vive de口碑 e de cult entre cinéfilos.
A crítica europeia elogiou a coragem do roteiro e a direção de Silver, que filma o sexo sem pudor e sem glamour barato. A trilha sonora, com synths oitentistas e rock francês, virou um pequeno caso à parte.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a atuação de Lindsay Burdge no papel de Gina é o grande motor do filme. Ela transita de mulher fragilizada para criatura obcecada sem perder a credibilidade, e segura cenas longas de sexo e crise emocional com naturalidade rara.
Ponto alto: a direção de Silver recria a textura dos dramas franceses setentistas sem soar como pastiche. A Paris noturna tem suor, neônio barato e desconforto.
Ponto fraco: o ritmo é irregular. O segundo ato arrasta, e a entrada de Clémence, interpretada por Esther Garrel, embora eficiente, não tem o mesmo impacto dramático que o relacionamento central.
Ponto fraco: o terceiro ato aposta no humor negro e em reviravoltas quase cômicas, o que desagrada quem esperava um romance psicológico mais sóbrio.
Curiosidades
- O roteiro foi escrito em apenas três semanas, durante uma estadia do diretor Nathan Silver em Paris.
- Lindsay Burdge e Nathan Silver são casados na vida real, o que dá ainda mais tensão à parceria criativa.
- A banda sonora inclui clássicos do rock francês e synth music dos anos 1980, mixada pelo próprio Silver.
Perguntas frequentes
Thirst Street é baseado em fatos reais?
Não. É uma obra de ficção do diretor Nathan Silver, embora se inspire no cinema erótico europeu dos anos 1970, como obras de Catherine Breillat e Andrzej Żuławski.
Thirst Street tem cena pós-créditos?
Não. O longa tem pouco mais de 84 minutos e termina de forma abrupta, sem cena extra após os créditos.
Onde assistir Thirst Street no Brasil?
O filme teve distribuição limitada no circuito de festivais e mostras alternativas. Hoje, aparece com mais facilidade em catálogos de streaming especializados em cinema de arte.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de festival europeu e do erotismo frio tipo Catherine Breillat e Andrzej Żuławski.
- Quem curtiu Me chame pelo seu nome e quer narrativas adultas sobre obsessão amorosa.
- Espectadores que apreciam atuações naturalistas e histórias de mulher em colapso filmadas sem moralização.
Título original: Thirst Street
País de origem: França / Estados Unidos
Distribuidora: Festival
Diretor: Nathan Silver
Principais atores: