Veja o trailer do filme Thelma
Thelma
O que é Thelma
Thelma é o sexto longa de Joachim Trier, diretor norueguês conhecido pelo cinema de introspecção.
O filme parte de uma premissa simples: uma jovem sai da casa dos pais para entrar na faculdade em Oslo, conhece alguém, e descobre que carrega algo que não entende.
Aos poucos, drama doméstico, romance inaugural e ficção científica corporal se misturam numa mesma história.
Trier transforma inquietações comuns da adolescência tardia em imagens de tirar o fôlego, com fotografia de Jakob Ihre e um uso marcante de cor e luz.
Estreia e legado
Thelma teve estreia mundial no Festival de Toronto 2017, na sessão Special Presentations, ao lado de títulos que depois disputaram a temporada de prêmios.
No Brasil, chegou aos cinemas em 30 de novembro de 2017, distribuído pela Mares Filmes, com público de nicho e口碑 forte entre programadores.
A produção é uma coprodução entre Noruega, França e Dinamarca, países com tradição em suspense existencial e cinema contemplativo.
Hoje é lembrado como o trabalho que consolidou Eili Harboe como uma das grandes revelações do cinema escandinavo dos anos 2010.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a construção da atmosfera hipnótica. Trier transforma algo tão íntimo quanto um primeiro amor em algo que parece um rito de passagem cósmico.
A protagonista sustentada quase inteira nos olhos de Eili Harboe é outro mérito raro, com uma interpretação que equilibra fragilidade e medo.
Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento. Quem busca ação, respostas rápidas ou explicações científicas para os fenômenos da trama vai se frustrar.
O terceiro ato também aposta mais em imagens do que em diálogo, o que divide plateias acostumadas com narrativas mais lineares.
Curiosidades
- O roteiro é assinado por Eskil Vogt, parceiro constante de Joachim Trier desde Reprise, e foi escrito sob medida para estrear a então desconhecida Eili Harboe.
- Várias cenas usam efeitos práticos, com animais taxidermizados e sequências em câmera lenta que imitam convulsões, no lugar de CGI industrial.
- A trilha sonora de Ola Fløttum usa trechos do Coro de Guerra de Carmina Burana, criando um contraste entre sagrado, profano e desejo.
Perguntas frequentes
Thelma (2017) vale a pena?
Vale, especialmente para quem curte cinema europeu lento e simbólico. Não é um filme para quem quer ação ou respostas fáceis sobre os poderes da protagonista.
Thelma tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma fechada, sem teasers extras depois dos créditos, e a equipe técnica aparece em silêncio até o fim.
É o mesmo Thelma do desenho da Pixar?
Não. Este é o longa norueguês de Joachim Trier, um drama adulto com elementos de ficção científica, e não a animação de 2024.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de arte europeu, especialmente do drama nórdico contemporâneo, que apreciam comparação com obras como Oslo, 31 de Agosto.
- Quem gosta de ficção científica introspectiva, na linha de A Origem, Gravidade e Aniquilação, em que o fantástico nasce do corpo e da mente.
- Interessados em discutir repressão religiosa, sexualidade feminina e culpa, temas que o roteiro da cineasta Eskil Vogt conduz sem moralismo barato.
Título original: Thelma
País de origem: Noruega / França / Dinamarca /
Data do lançamento: 30/11/2017
Distribuidora: Mares Filmes
Diretor: Joachim Trier
Principais atores: