The Girl King
Premissa
The Girl King acompanha a vida de Cristina Augusta da Suécia (1626-1689), desde seu nascimento em Estocolmo até sua abdicação do trono em 1654. O foco central está no curto e polêmico reinado da rainha, marcado por decisões controversas e por seu caso de amor com a condessa Ebba Sparre.
Dirigido por Mika Kaurismäki e escrito por Michel Marc Bouchard, o longa transforma em imagem a peça homônima do dramaturgo americano Lucas Hnath, encenada na Broadway em 2015. A narrativa atravessa decisões políticas, conflitos religiosos e a luta interna de Cristina entre o peso da coroa e o desejo de viver fora dos padrões de uma mulher do século XVII.
Para quem curte drama histórico com camadas políticas, o filme funciona como um retrato intimista de uma figura raramente explorada pelo cinema.
Estreia e legado
The Girl King teve sua première mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em setembro de 2015, mas chegou ao circuito comercial de forma gradual. No Brasil, a estreia aconteceu em 16 de março de 2017, em circuito limitado voltado a salas de arte e mostras de cinema.
A produção não conquistou grandes públicos nem gerou uma sequência de premiações mainstream, mas se tornou cult entre admiradores de dramas históricos europeus. O filme foi distribuído em festivais de temática LGBT+ e ganhou atenção por colocar uma figura queer no centro de um épico de época, papel raro no cinema.
Hoje, o longa é lembrado como uma das raras tentativas de contar a história de Cristina da Suécia em chave moderna e emocional, em vez do retrato frio que aparece em livros de história.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a reconstituição de época é caprichada, o figurino respeita a estética da corte sueca do século XVII e as atrizes principais entregam composições sólidas em cenas de diálogo tenso.
Ponto alto: a direção de arte aposta em fotografia com tons frios, o que combina com a frieza política do reinado de Cristina e ajuda a criar atmosfera.
Ponto fraco: o terceiro ato acelera demais a abdicação e a conversão religiosa, jogando fora nuances que poderiam render mais drama.
Ponto fraco: alguns personagens secundários da corte funcionam apenas como figurantes, sem ganhar densidade narrativa.
Curiosidades
- O roteiro é baseado na peça The Crown Princess, do americano Lucas Hnath, exibida na Broadway em 2015 com a atriz Laverne Cox no papel de Cristina.
- O diretor Mika Kaurismäki é o irmão mais novo de Aki Kaurismäki, um dos cineastas finlandeses mais premiados da história.
- As filmagens aconteceram em locações reais da Suécia, incluindo o Castelo de Drottningholm, antiga residência da família real sueca.
Perguntas frequentes
The Girl King é baseado em fatos reais?
Sim. O filme é uma adaptação dramatizada da vida da Rainha Cristina da Suécia, especialmente o período de seu reinado entre 1632 e 1654.
Qual é a classificação etária do The Girl King?
Verifique a classificação oficial exibida na página da sala onde o filme está programado, já que a faixa pode variar de acordo com a versão exibida e o órgão responsável.
The Girl King tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra com os eventos imediatamente após a abdicação de Cristina, sem qualquer cena adicional após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas históricos europeus com foco em política e relações de poder entre monarquias do século XVII.
- Quem acompanha o trabalho de cineastas nórdicos e europeus que revisitam figuras reais sob uma ótica contemporânea.
- Leitores de romances históricos e biografias de mulheres poderosas que subverteram o papel esperado para o seu tempo.
Título original: The Girl King
Data do lançamento: 16/03/2017