Veja o trailer do filme Terror em Silent Hill
O que é Terror em Silent Hill
Rose da Silva não aceita o diagnóstico da filha Sharon. A menina está morrendo e, em crises de sonambulismo, sussurra o nome de uma cidade. Rose pega o carro e vai até lá, ignorando o marido.
No caminho, algo acontece. Rose cruza um portal e acorda em Silent Hill, uma cidade coberta por cinzas e névoa onde ninguém parece estar. A filha desaparece. A busca pela menina vira queda livre num lugar habitado por criaturas que surgem do escuro, do rádiodo, do chão.
Baseado na franquia de games da Konami, o longa é uma aposta do diretor francês Christophe Gans em adaptar o clima do jogo para o cinema, em vez de tentar um terror genérico de Hollywood.
Estreia e legado
Terror em Silent Hill chegou aos cinemas brasileiros em 18 de agosto de 2006, com distribuição da Sony Pictures. Foi um dos raros filmes de terror baseados em games a ter um orçamento grande e resposta razoável de público.
A recepção crítica foi morna: roteiro confuso e ritmo irregular dividiram a imprensa, enquanto o visual arrancou elogios. A bilheteria mundial ficou em torno de 100 milhões de dólares, o que sustentou uma sequência direta em DVD anos depois.
Hoje o filme é lembrado principalmente pelo trabalho de direção de arte, pela reconstituição fiel de locações icônicas do jogo e por ter envelhecido melhor do que muitas adaptações de videogame lançadas na mesma onda.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a reconstrução de Silent Hill. A cidade em cinzas, a transição para o Outro Lado e os designs de criaturas arrancam suspiros de quem jogou e funcionam como fantasia visual mesmo para quem nunca encostou num controle.
Ponto alto: a fotografia deôntica. Névoa, luz amarela piscando, alarme tocando: a imersão é constante, e o terror atmosférico é mais lembrado que qualquer jump scare.
Ponto fraco: o roteiro. Explicações sobre a seita, o queimado e o Outro Lado chegam picotadas, exigem pesquisa prévia e frustram quem espera respostas claras.
Ponto fraco: o segundo ato arrasta. A jornada de Rose entre os monstros tem belas imagens, mas pouco avanço dramático, o que faz a tensão virar cansaço.
Curiosidades dos bastidores
- Christophe Gans escalou Danielle Harris e outros nomes de Hollywood, mas manteve a produção majoritariamente francesa, com refilmagens feitas no Canadá.
- A neblina e as cinzas do filme não são CGI: foram criadas em locação com toneladas de papel picado, gesso e ventiladores industriais.
- O longa é considerado, até hoje, uma das adaptações de game mais fiéis em termos de atmosfera, apesar das mudanças no roteiro.
Perguntas frequentes
Terror em Silent Hill é baseado no jogo?
Sim. O roteiro combina elementos do primeiro e do terceiro Silent Hill, com a protagonista original Rose criada para o cinema para conectar os eventos.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A história termina antes dos créditos e o encerramento é definitivo, sem gancho extra para o público esperar.
Terror em Silent Hill é muito assustador?
É mais tenso do que gráfico. O medo vem da atmosfera, dos barulhos e do que se esconde na neblina, e não de violência explícita. Ainda assim, não é recomendado para crianças.
Pra quem é este filme:
- Fãs da franquia de games Silent Hill, que querem ver a cidade ganhar carne e osso
- Quem curte terror atmosférico japonês influenciado por Lovecraft, com criaturas bizarras e cidades amaldiçoadas
- Apreciadores de adaptações densas de games, como os longas de Resident Evil e o universo de fantasia com peso visual
Título original: Silent Hill
País de origem: França
Data do lançamento: 18/08/2006
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Christophe Gans
Principais atores: