Veja o trailer do filme Terror em Silent Hill

Terror em Silent Hill

Terror em Silent Hill

Terror Fantasia Duração: 2h 7min

O que é Terror em Silent Hill

Rose da Silva não aceita o diagnóstico da filha Sharon. A menina está morrendo e, em crises de sonambulismo, sussurra o nome de uma cidade. Rose pega o carro e vai até lá, ignorando o marido.

No caminho, algo acontece. Rose cruza um portal e acorda em Silent Hill, uma cidade coberta por cinzas e névoa onde ninguém parece estar. A filha desaparece. A busca pela menina vira queda livre num lugar habitado por criaturas que surgem do escuro, do rádiodo, do chão.

Baseado na franquia de games da Konami, o longa é uma aposta do diretor francês Christophe Gans em adaptar o clima do jogo para o cinema, em vez de tentar um terror genérico de Hollywood.

Estreia e legado

Terror em Silent Hill chegou aos cinemas brasileiros em 18 de agosto de 2006, com distribuição da Sony Pictures. Foi um dos raros filmes de terror baseados em games a ter um orçamento grande e resposta razoável de público.

A recepção crítica foi morna: roteiro confuso e ritmo irregular dividiram a imprensa, enquanto o visual arrancou elogios. A bilheteria mundial ficou em torno de 100 milhões de dólares, o que sustentou uma sequência direta em DVD anos depois.

Hoje o filme é lembrado principalmente pelo trabalho de direção de arte, pela reconstituição fiel de locações icônicas do jogo e por ter envelhecido melhor do que muitas adaptações de videogame lançadas na mesma onda.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a reconstrução de Silent Hill. A cidade em cinzas, a transição para o Outro Lado e os designs de criaturas arrancam suspiros de quem jogou e funcionam como fantasia visual mesmo para quem nunca encostou num controle.

Ponto alto: a fotografia deôntica. Névoa, luz amarela piscando, alarme tocando: a imersão é constante, e o terror atmosférico é mais lembrado que qualquer jump scare.

Ponto fraco: o roteiro. Explicações sobre a seita, o queimado e o Outro Lado chegam picotadas, exigem pesquisa prévia e frustram quem espera respostas claras.

Ponto fraco: o segundo ato arrasta. A jornada de Rose entre os monstros tem belas imagens, mas pouco avanço dramático, o que faz a tensão virar cansaço.

Curiosidades dos bastidores

  • Christophe Gans escalou Danielle Harris e outros nomes de Hollywood, mas manteve a produção majoritariamente francesa, com refilmagens feitas no Canadá.
  • A neblina e as cinzas do filme não são CGI: foram criadas em locação com toneladas de papel picado, gesso e ventiladores industriais.
  • O longa é considerado, até hoje, uma das adaptações de game mais fiéis em termos de atmosfera, apesar das mudanças no roteiro.

Perguntas frequentes

Terror em Silent Hill é baseado no jogo?

Sim. O roteiro combina elementos do primeiro e do terceiro Silent Hill, com a protagonista original Rose criada para o cinema para conectar os eventos.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A história termina antes dos créditos e o encerramento é definitivo, sem gancho extra para o público esperar.

Terror em Silent Hill é muito assustador?

É mais tenso do que gráfico. O medo vem da atmosfera, dos barulhos e do que se esconde na neblina, e não de violência explícita. Ainda assim, não é recomendado para crianças.

Pra quem é este filme:

  • Fãs da franquia de games Silent Hill, que querem ver a cidade ganhar carne e osso
  • Quem curte terror atmosférico japonês influenciado por Lovecraft, com criaturas bizarras e cidades amaldiçoadas
  • Apreciadores de adaptações densas de games, como os longas de Resident Evil e o universo de fantasia com peso visual

Título original: Silent Hill

País de origem: França

Data do lançamento: 18/08/2006

Distribuidora: Sony Pictures

Diretor: Christophe Gans

Principais atores: