Veja o trailer do filme Tangerine Dream: a revolução do som

Tangerine Dream: a revolução do som

Tangerine Dream: a revolução do som

Sobre o que é o filme

Documentário dirigido por Margarete Kreuzer que traça a trajetória do Tangerine Dream, banda alemã fundada em Berlim por Edgar Froese no fim dos anos 1960.

O foco está na obsessão do grupo pelos sintetizadores, instrumento que eles adotaram antes da maioria, e em como essa escolha estética virou uma revolução silenciosa dentro da música pop.

Mais do que uma biografia, o filme funciona como um inventário sonoro de quase cinco décadas de experimentação eletrônica, com ênfase no período em que a banda dominou trilhas sonoras de Hollywood.

Estreia, legado e impacto

Tangerine Dream: a revolução do som estrehou como parte de mostras de cinema musical europeu, ganhando sessões especiais em festivais dedicados à música eletrônica e ao som analógico.

É o tipo de documentário que sobrevive ao catálogo do artista: a banda já era cult entre DJs, fãs de krautrock e colecionadores de LPs, e o filme serve de porta de entrada para quem nunca ouviu falar de Froese.

O lançamento funciona também como um registro afetivo, já que Edgar Froese morreu em 2015, um ano antes de o projeto começar a ganhar forma. A direção de Kreuzer evita o tom panfletário e aposta em imagens de arquivo raras, incluindo performances em TV alemã nos anos 1970.

Entre os depoimentos, aparecem Jean-Michel Jarre, o diretor Michael Mann e Paul Brickman, todos unânimes em creditar ao Tangerine Dream a abertura do caminho para o synth-pop, o ambient e a música de jogo eletrônico.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a curadoria de imagens de arquivo é realmente generosa, com registros de bastidores, ensaios e sessões em estúdio que raramente aparecem em documentários de bandas alemãs.

Os depoimentos de Michael Mann e Jean-Michel Jarre dão peso histórico ao material, evitando que o filme pareça um fanfilm.

Ponto fraco: o ritmo é cadenciado demais, quase hipnótico, o que pode soar arrastado para quem espera um documentário de música tradicional, com cortes rápidos e conflitos dramáticos.

Não espere viradas polêmicas: a direção trata o grupo com reverência, e quem busca fofoca sobre brigas internas vai sair frustrado.

Curiosidades

  • O Tangerine Dream é creditado como uma das primeiras bandas a usar sintetizadores Moog e sequenciadores em estúdio, ainda nos anos 1970, antes do gênero new wave virar mainstream.
  • A banda assinou a trilha de O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, mas a maior parte da partitura acabou descartada pelo diretor no corte final, fato pouco conhecido do público.
  • O documentário foi rodado em Berlim, cidade onde tudo começou, e inclui imagens do Muro ainda de pé, resgatando o contexto político que moldou a estética da banda.

Perguntas frequentes

Tangerine Dream: a revolução do som é um documentário sobre o quê?

É um documentário sobre a banda alemã Tangerine Dream e seu fundador Edgar Froese, mostrando como eles ajudaram a popularizar o uso de sintetizadores na música pop a partir dos anos 1970.

Quem é o diretor do filme?

O documentário é dirigido por Margarete Kreuzer, com produção centrada em Berlim.

O filme tem cenas pós-créditos?

Não há cena pós-créditos significativa. A narrativa se encerra com um compilado de performances históricas antes dos créditos finais, sem gancho extra para o espectador.

Qual é a duração e a classificação?

São 87 minutos, com classificação indicativa de 14 anos. A distribuição no Brasil é da Festival Filmes, com sessões pontuais em mostras de festival e musical.

Pra quem é este filme:

  • Entusiastas de música eletrônica, krautrock e synth analógico que colecionam reedições em vinil e conhecem a discografia do grupo faixa a faixa.
  • Fãs de trilhas sonoras oitentistas interessadas em entender de onde veio o som de O Iluminado, Thief e Risky Business.
  • Curiosos por documentário musical com pegada de ensaio visual, mais próximo de uma instalação do que de uma entrevista de TV.

Título original: Revolution of Sound: Tangerine Dream

País de origem: Alemanha

Distribuidora: Festival

Diretor: Margarete Kreuzer

Principais atores: