Veja o trailer do filme Tallulah
Tallulah
Premissa
Lu, uma jovem desbocada que vive em uma van, passa por uma crise quando o ex-namorado foge com o pouco dinheiro que ela tinha. Sem opções, ela decide bater na porta da sogra que nunca conheceu.
O que começa como um pedido de ajuda vira um golpe emocional cada vez maior. A avó do ex, Margo, é uma mulher rica e gelada que nega qualquer vínculo familiar. Em um hotel, Lu conhece uma mãe negligente com uma bebê e decide levar a criança consigo, apresentando-se como a mãe para arrancar alguma coisa de Margo.
O Ellen Page carrega o filme com uma protagonista que mente compulsivamente, mas que vai revelando, aos poucos, camadas de carência e afeto genuíno pela criança.
Origem e legado
Tallulah estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2016, onde arrancou elogios da crítica por sua escrita afiada. O longa é a estreia solo na direção de Sian Heder, que já tinha roteiro creditado em outras produções.
Antes de se tornar conhecida por Coda, Heder mostrou aqui a mesma sensibilidade para retratar famílias desajustadas. O filme entrou no catálogo da Netflix em 2016 e encontrou um público fiel entre fãs de drama indie e de performances femininas densas.
Hoje é lembrado como uma prova de que a Ellen Page já entregava atuações marcantes antes mesmo da indicação ao Oscar por Juno, e como Allison Janney construía personagens complexos fora da televisão.
Vale o ingresso?
O ponto alto é a química entre Page e Janney. As duas atrizes transformam uma história de manipulação em uma discussão honesta sobre maternidade, solidão e classe social. A direção de Heder segura bem o tom, sem escorregar para o melodrama fácil.
O roteiro econômico funciona porque a câmera prefere os rostos em vez de grandes reviravoltas. Quem curte Blue Jasmine ou Histórias Cruzadas vai reconhecer o DNA.
Como ponto fraco, o terceiro ato escorrega um pouco para soluções rápidas demais. A premissa sustenta o longa até certo ponto, mas o desfecho entrega resoluções convencionais para personagens que pediam mais ambiguidade.
No fim, é um filme de pequenas verdades incômodas, com atrizes no auge e uma diretora que entende o peso do silêncio.
Curiosidades
- Sian Heder escreveu o roteiro em apenas algumas semanas, depois de discutir a ideia com uma amiga sobre maternidade improvável.
- Ellen Page gravou muitas cenas dentro de uma van de verdade, sem reboque, para passar sufocamento ao espectador.
- O longa é considerado um "parente espiritual" temático de Blue Jasmine, de Woody Allen, pela crítica especializada.
Perguntas frequentes
Tallulah tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma direta, sem cenas extras após os créditos finais.
Tallulah é baseado em uma história real?
Não. A história é uma criação original de Sian Heder, inspirada em debates sobre maternidade e escolha.
Onde assistir Tallulah online?
O filme está disponível no catálogo brasileiro da Netflix. A programação pode variar, então vale conferir a lista atualizada de streamings logo abaixo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas intimistas sobre maternidade não convencional e relações de classe, no estilo de Blue Jasmine.
- Quem acompanha a carreira de Ellen Page e quer ver uma atuação mais crua e experimental.
- Público de Sundance que curte histórias sobre personagens femininas em crise, semelhantes a Eu, Tonya.