Veja o trailer do filme Surf no Hawaí
Premissa
Rick (Matt Adler) é um garoto do Arizona que sonha com as ondas antes mesmo de pisar nelas. Antes de ingressar na escola de artes, ele junta economias e atravessa o oceano para surfar na lendária temporada de inverno do Havaí.
O choque cultural vem rápido: em North Shore, o surf não é hobby, é código. Rick é roubado por uma gangue local, fica sem prancha e sem grana, e quase volta para casa. A virada acontece quando Chandler (Gregory Harrison), um veterano que respeita a hierarquia do mar, enxerga no novato algo diferente.
O que era para ser só uma temporada de surf vira uma jornada de iniciação, com treinamento físico, leitura de ondas, conflitos com rivais e o inevitável romance local ao lado de Kiani, vivida por Nia Peeples.
Estreia e legado
North Shore chegou aos cinemas americanos em agosto de 1987 e se encaixou no ciclo de filmes esportivos adolescentes que a Ação da Universal vinha explorando no período. O longa surfou (literalmente) a popularidade do esporte nos EUA e ganhou espaço em locadoras nos anos 90, onde virou carro-chefe de fita VHS.
O reconhecimento principal ficou por conta da fotografia real das ondas de Pipeline, no North Shore de Oahu, e das participações de surfistas profissionais como Laird Hamilton, Gerry Lopez, Mark Liddell e Buttons Kaluhiokalani.
Não disputou Oscar nem Festival de Cannes, mas marcou a cultura pop da década: a trilha sonora com caras como Hiroshima e Ottawan ajudou a vender o filme para a geração que crescia assistindo Teen Wolf - O Garoto do Futuro (1985) e John Hughes. Hoje é lembrado como um clássico cult do cinema esportivo dos 80, reverenciado em grupos de surf retrô e em sessões pipoca de nostalgia.
Vale o ingresso?
Ponto alto: as cenas em Pipeline e a direção de William Phelps, que se entrega à crença de que o surf pode ser uma linguagem. O clímax competitivo em Sunset Beach tem tensão real e não depende só de efeito prático.
Ponto alto: a química entre Rick e Chandler, com uma relação de mentor e aluno que foge do lugar-comum. Gregory Harrison segura bem o lado mais filosófico do personagem.
Ponto fraco: o roteiro aposta na fórmula do peixe fora d'água e em reviravoltas românticas óbvias, especialmente no triângulo envolvendo Kiani. O subplot dos vilões com a gangue de surf se resolve rápido demais.
Ponto fraco: atuações coadjuvantes irregulares, em especial John Philbin e Robbie Page, que emulam os arquétipos de outros filmes de esportistas da época sem muita surpresa.
Curiosidades
- As cenas em Pipeline usaram surfistas profissionais reais como Laird Hamilton, Gerry Lopez e Buttons Kaluhiokalani, que aparecem como figurantes e duplos.
- Parte do filme foi rodado com ondas gigantes reais em North Shore, e algumas cenas exigiram resgates reais por salva-vidas havaianos.
- Quando adolescente, Matt Adler participou de Teen Wolf (1985) ao lado de Michael J. Fox, o que rendeu o apelido informal de "filme gêmeo" entre fãs da época.
Perguntas frequentes
Surf no Hawaí (North Shore) é bom? É um bom filme para quem curte o clima leve e esportivo dos anos 80. Funciona bem como sessão nostalgia e referência obrigatória de surf retrô, apesar do roteiro simples.
Onde assistir Surf no Hawaí online? O longa está no catálogo de algumas plataformas de streaming especializadas em clássicos e, eventualmente, em canais lineares de filmes dos anos 80. Confira a grade atualizada na seção de programação.
Surf no Hawaí tem cena pós-créditos? Não. O filme termina logo após a cena final de competição, sem teasers extras durante ou depois dos créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama esportivo e de filmes de superação adolescente dos anos 80
- Surfistas e entusiastas de cultura havaiana que curtem retrô, pranchas clássicas e estética praiana
- Quem gosta de romance leve, tipo verão sem compromisso, com trilha sonora característica de 1987