Veja o trailer do filme Splice - A Nova Espécie
Splice - A Nova Espécie
O que é Splice - A Nova Espécie
Dois geneticistas brilhantes decidem cruzar DNA animal com DNA humano. Sozinhos, sem aprovação, dentro de um laboratório privado.
Clive e Elsa são um casal dentro e fora do trabalho. Famosos por criarem híbridos bizarros, eles ignoram o veto dos financiadores e dão vida a Dren, uma entidade que cresce em questão de semanas.
O que começa como experimento vira obsessão. E o que era ciência vira paternidade forçada, com doses pesadas de horror corporal. O longa se apoia em ficção científica para discutir até onde vai a ambição de quem se acha acima da própria criação.
Estréia e legado
Splice chegou aos cinemas em 2009, com direção de Vincenzo Natali, o mesmo de O Cubo. Foi uma produção canadense-francesa que chamou atenção nos festivais de Toronto e Sitges, dividindo público e crítica.
Recebeu indicações em premiações de horror e ficção científica, com destaque para o trabalho de maquiagem e caracterização de Dren. O longa se tornou cult entre fãs de sci-fi biológico, ao lado de obras como Sr. Ninguém no quesito "realidade alternativa perturbadora".
Hoje, quase duas décadas depois, o filme envelhece bem porque evita CGI excessivo e aposta em efeitos práticos. É lembrado como um dos grandes exemplares do body horror feito com orçamento moderado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a construção de Dren. A transformação física e comportamental é perturbadora na medida certa. Cada fase da criatura elimina qualquer conforto do espectador.
Ponto alto: a química entre Adrien Brody e Sarah Polley. Os dois vendem bem o casal que perde o controle da própria criação.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para o melodrama e aposta em reviravoltas genéricas. A premissa pedia um desfecho mais radical.
Ponto fraco: o roteiro subexplora o lado institucional. Faltam cenas mostrando a reação do mundo externo ao vazamento da experiência.
- O ator David Hewlett, parceiro frequente de Vincenzo Natali, aparece em um papel menor como colega de laboratório.
Continua...
Splice - A Nova Espécie é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficção, mas se inspira em debates reais sobre quimeras genéticas e edição de DNA em laboratórios ao redor do mundo.
Splice tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após o desfecho principal, sem cenas extras durante ou depois dos créditos.
Splice é terror ou ficção científica?
Os dois. A premissa é científica, mas a execução tem fortes elementos de horror corporal e psicológico, especialmente a partir do segundo ato.
Pra quem é este filme:
- Fãs de horror corporal e ficção científica que curtem Frankestein moderno, O Cubo e A Mosca.
- Interessados em bioética, dilemas científicos reais e consequências de cruzar fronteiras em laboratório.
- Quem curte a filmografia de Adrien Brody em papéis densos como em O Pianista e O Grande Hotel Budapeste.