Veja o trailer do filme Spirit - O Corcel Indomável
Sobre o que é Spirit - O Corcel Indomável
Spirit é um garanhão selvagem que vive livre nas colinas do Oeste americano no final do século XIX. Ele lidera sua manada, corre sem coleira e responde apenas a si mesmo.
A vida muda quando o Exército dos Estados Unidos captura Spirit para transformá-lo em cavalo de cavalaria. A partir daí, o longa mostra a resistência do animal em aceitar a sela e o cabresto, mesmo sob pressão.
Durante esse percurso, ele cruza com Chuva, uma égua com quem desenvolve uma ligação forte, e com Pequeno Rio, um jovem Lakota que enxerga Spirit como igual, não como montaria. A amizade entre os dois é o eixo emocional do filme.
Para quem curte animação com protagonista animal, o longa é um dos marcos do início dos anos 2000. A pegada é mais sóbria do que o habitual em filmes familiares da mesma época.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Spirit - O Corcel Indomável chegou aos cinemas brasileiros em 5 de julho de 2002, distribuído pela Universal Pictures. Foi o primeiro filme da DreamWorks a usar o recurso de animação tradicional mesclada com computação gráfica em algumas cenas.
Naquele mesmo ano, concorreu ao Oscar de Melhor Filme de Animação, categoria que ainda engatinhava. A produção também foi indicada ao Annie Awards e entrou na lista de animações de maior bilheteria do início do milênio.
A trilha sonora virou um capítulo à parte. Bryan Adams assinou canções como Here I Am e Get Off My Back, enquanto Hans Zimmer compôs a base instrumental. A banda sonora segue reeditada e em coletâneas de animações clássicas até hoje.
Hoje, o longa é lembrado como um dos títulos de aventura infantil que envelheceram melhor do que muitos concorrentes da mesma época, incluindo projetos posteriores da DreamWorks como Shrek 2.
Spirit - O Corcel Indomável vale o ingresso?
Ponto alto: a escolha de narrar a história sem diálogo falado para o protagonista dá ao longa um ritmo diferente. Spirit se expressa apenas com relinchos, o que força o desenho e a trilha a carregarem a emoção. Funciona bem.
A animação tradicional tem traço fluido, com cenários de cânion e pradaria que ainda hoje impressionam. Para uma produção de 2002, o nível técnico envelheu com dignidade.
Ponto fraco: o roteiro aposta em estrutura previsível, com vilão caricato e reviravoltas fáceis. Os personagens humanos, com exceção de Pequeno Rio, são rasos. O final apressa algumas resoluções.
Também pesa a curta duração: 84 minutos passam rápido e deixam pouco espaço para desenvolvimento de subtramas. Quem busca densidade dramática pode sair querendo mais.
Curiosidades de bastidores
- O filme foi a primeira animação da DreamWorks Animation a usar animação tradicional desenhada à mão em vez de CGI puro, num investimento que pesou no cronograma de produção.
- Bryan Adams compôs seis canções originais para a trilha sonora, uma das parcerias mais longas dele com um estúdio de Hollywood.
- Os animadores passaram semanas estudando o movimento real de cavalos Mustang nos Estados Unidos para captar a anatomia e o ritmo de Spirit.
Perguntas frequentes
Spirit - O Corcel Indomável é bom? Sim, é uma animação competente com traço bonito, trilha marcante e uma abordagem menos infantil do que o habitual. O roteiro simples e os personagens humanos rasos impedem que seja um clássico absoluto.
Qual a classificação indicativa do filme? É livre para todas as idades. Não há violência gráfica nem conteúdo sensível, embora trate de temas como dominação e expansão territorial.
Tem cena pós-créditos? Não. O longa termina antes dos créditos finais e não há conteúdo extra depois deles.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações com animais protagonistas que preferem um tom mais maduro, à margem dos longas da Disney.
- Quem curte faroeste, história do Oeste americano e narrativas sobre a relação entre colonizadores e povos nativos.
- Adolescentes e adultos que assistiram ao filme na infância e querem revisitar com olhar mais crítico.
Título original: Spirit: Stallion of the Cimarron
País de origem: EUA
Data do lançamento: 05/07/2002
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Kelly Asbury, Lorna Cook