Veja o trailer do filme Sob o Domínio do Mal

Sob o Domínio do Mal

Sob o Domínio do Mal

Do que se trata Sob o Domínio do Mal

Um herói de guerra que não é exatamente o que parece. Esse é o ponto de partida de The Manchurian Candidate, lançado originalmente em 1962 e relançado no Brasil como Sob o Domínio do Mal.

Raymond Shaw volta da Coreia como medalhista, ovacionado pela imprensa e pela mãe. Mas o major Bennett Marco não consegue tirar da cabeça os pesadelos sobre a missão em que Shaw teria sido herói.

Aos poucos, fica claro que Shaw foi reprogramado como arma humana. Um código verbal o transforma em assassino sem culpa, sem memória, sem escapatória. Por trás do plano está uma conspiração que mistura geopolítica, poder familiar e uma mãe disposta a usar o próprio filho como peça política.

Quem curte suspense paranoico dos anos 1960 encontra aqui uma referência obrigatória, ao lado de títulos como O Silêncio dos Inocentes.

Estreia e legado

O original de 1962, dirigido por John Frankenheimer, foi um sucesso comercial e arrancou elogios pela coragem política. Estreou em plena Guerra Fria, dois meses antes da Crise dos Mísseis de Cuba, e tratava o anticomunismo americano com uma ironia cortante.

Foi indicado a duas estatuetas no Oscar de 1963, incluindo Atriz Coadjuvante para Angela Lansbury, que roubou a cena como Eleanor Iselin, uma das mães mais terrifying do cinema clássico. Também levou o prêmio de Edição da Directors Guild.

Quase quatro décadas depois, o filme ganhou um remake com Denzel Washington e Meryl Streep no elenco, atualizando a trama para o pós-11 de Setembro. A versão de 2004 não superou o original, mas confirma que o material continua atual.

Hoje, Sob o Domínio do Mal é citado em listas de melhores thrillers políticos de todos os tempos, estudado em universidades e reverenciado por cineastas como o próprio Jonathan Demme, que assinou justamente o remake.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o roteiro escrito por George Axelrod é cirúrgico, equilibrando thriller de espionagem, sátira política e drama familiar. As cenas de洗脑 e os flashbacksExpressionistas dos interrogatórios na Coreia são pura tensão.

Angela Lansbury devora cada cena em que aparece. A composição de Eleanor Iselin, mãe amorosa e monstro político, é o tipo de vilã que definiu época.

A montagem acelerada de Ferris Webster, premiada pela Directors Guild, transforma sonhos em pesadelos cinematográficos que ainda funcionam.

Ponto fraco: o segundo ato tem sequências expositivas longas, e a trama exige alguma paciência até o motor conspiratório entrar em alta rotação. Quem não está acostumado com o ritmo do cinema clássico pode estranhar a cadência.

Curiosidades de bastidor

  • Frank Sinatra comprou os direitos do romance de Richard Condon e só topou protagonizar o filme se conseguisse escalar Laurence Harvey como Raymond. Quando o estúdio recusou, Sinatra chegou a colocar a produção em risco.
  • Angela Lansbury tinha 36 anos quando interpretou a mãe de Laurence Harvey, que tinha 34. O diretor John Frankenheimer bancou a escalação mesmo assim, e o resultado entrou para a história do cinema.
  • O filme foi retirado de circulação pela própria United Artists após o assassinato de JFK em 1963. Só voltou a ser exibido nos cinemas em 1988, 25 anos depois.

Perguntas frequentes

Sob o Domínio do Mal é baseado em fatos reais?

Não. O filme é uma adaptação do romance de Richard Condon, lançado em 1959. A trama é ficção, mas se inspirou no clima de caça às bruxas macartista que dominava os Estados Unidos nos anos 1950.

Qual a diferença entre Sob o Domínio do Mal e o remake de 2004?

O original foca na Guerra Fria e na Coreia. O remake, dirigido por Jonathan Demme, transferiu a conspiração para multinacionais e o pós-11 de Setembro, trocando Frank Sinatra por Denzel Washington e Angela Lansbury por Meryl Streep. A estrutura é parecida, mas o tom é mais paranoico sobre guerra do terror.

Tem cena pós-créditos em Sob o Domínio do Mal?

Não. O final do original é seco, definitivo, e fecha a narrativa antes dos créditos. É um encerramento clássico, feito para deixar o espectador em silêncio na poltrona.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção política que colecionam clássicos da Guerra Fria e conhecem Kubrick, Lumet e Pakula de cor.
  • Leitores de George Orwell, Philip K. Dick e toda paranoia bem escrita sobre Estado, mídia e controle mental.
  • Cinéfilos obcecados por twists de bastidor, montagemExpressionista e atuações que envelhecem como vinho.