Veja o trailer do filme Sissi
Sobre o que é Sissi
O longa de 1955 dirigido por Ernst Marischka reconta o início do romance mais famoso da realeza europeia. A jovem Sissi acompanha a irmã mais velha, Helena, até a recepção oficial ao imperador Karlheinz Böhm como Franz Josef.
Tratava-se de um encontro arranjado para selar o noivado entre Franz Josef e Helena. O que ninguém previu foi o olhar trocado entre o imperador e a cunhada, ainda adolescente. Marischka transforma esse tropeço histórico em comédia romântica, com direito a pescarias, cavalgadas e-flores-do-campo.
Para quem curte romance de época, o filme funciona como um conto de fadas emoldurado pelos Alpes austríacos. Para o restante, a história já foi recontada dezenas de vezes em séries, livros e até animações japonesas.
Quando estreou e por que ainda se fala nele
Sissi chegou aos cinemas em dezembro de 1955 na Áustria e na Alemanha, produzido pela Erma-Film com orçamento enxuto. A resposta foi imediata: mais de 8 milhões de espectadores só na Alemanha Ocidental, número estratosférico para a época.
O papel deu a Romy Schneider o rótulo permanente de Sissi, embora ela tenha detestado a associação pelo resto da vida. Em entrevistas posteriores, a atriz chamou o personagem de "frescura açucarada" e tentou se desvencilhar com trabalhos como O Processo e O importante é amar.
Mesmo assim, o longa inaugurou uma franquia: vieram Sissi - A Imperatriz (1956) e Sissi - O Destino de uma Imperatriz (1957), todos igualmente populares na Europa e exibidos no Brasil em cópias dubladas que se tornaram tradição de fim de ano na TV aberta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Romy Schneider e Karlheinz Böhm é genuína, e a direção de Marischka usa bem a luz natural dos cenários alpinos. As cenas ao ar livre envelheceram melhor que os interiores cenográficos.
Há também o valor de ver o filme como retrato de uma mentalidade: a do escapismo europeu dos anos 1950, depois da guerra, em busca de heroínas gentis em vestidos rodados.
Ponto fraco: o roteiro é raso. A imperatriz histórica virou mocinha de folhetim, sem qualquer tensão política real. Para quem busca drama de fato, fica a sensação de pastelão aristocrático. A duração de quase duas horas pesa em quem não comprou a proposta desde o início.
Curiosidades de bastidor
- Romy Schneider odiava o papel e brigou com a produção por anos, chegando a recusar continuar na franquia depois do terceiro filme.
- O sucesso foi tão estrondoso que uma série de TV japonesa, Princess Sissi (1997), foi produzida quase 40 anos depois, exibida no Brasil pelo SBT.
- Karlheinz Böhm abandonou a carreira de ator em 1970 para se dedicar à fundação de ajuda humanitária "Menschen für Menschen", inspirada em Karl von Frisch.
Perguntas frequentes
Sissi é um filme baseado em fatos reais?
Sim, embora bastante romantizado. A imperatriz Elisabeth da Áustria-Hungria (1837-1898) realmente se casou com Francisco José em 1854, mas o encontro retratado é dramaticamente inventado para servir à comédia romântica.
Quantos filmes da franquia Sissi existem?
São três longas lançados entre 1955 e 1957, todos dirigidos por Marischka, além de uma refilmagem para TV em 2009 e adaptações animadas.
Onde assistir Sissi (1955) hoje?
O título circula em streaming ocasionalmente, mas a forma mais comum de encontrá-lo no Brasil ainda é pela TV aberta, em exibições de fim de ano com versão dublada clássica.
Pra quem é este filme:
- Fãs de romance de época que colecionam figurinos vintagedo século XIX e acompanham séries da Netflix tipo The Empress.
- Entusiastas de cinema europeu clássico, com livros de Truffaut eSight & Sound na mesa de cabeceira.
- Quem curta dramas históricos leves, com interesse em mitologias de realeza, do Caso Dassler aos Habsburgo.