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Sicario: Terra de Ninguém

Sicario: Terra de Ninguém

18 Suspense Policial Festival Duração: 2h 1min

Sobre o que é Sicario: Terra de Ninguém

Sicario é suspense de fronteira, do tipo que prefere calar antes de gritar. A premissa é simples e desconfortável: a agente do FBI Kate Macer, brilhante porém inexperiente em campo, entra numa força-tarefa antidrogas na divisa entre EUA e México.

Lá, descobre que a operação não segue manual nenhum. O grupo é conduzido por Matt Graver (Josh Brolin), um operativo de sorriso largo, e pelo silencioso Alejandro (Benicio Del Toro), ex-advogado com contas pessoais a acertar com o cartel de Juárez.

O diretor Denis Villeneuve usa a personagem de Kate para fazer uma pergunta seca: até onde o Estado pode ir, em nome da ordem, sem se tornar o próprio inimigo que diz combater?

Linha do tempo e legado

Sicario estreou em 19 de maio de 2015, no Festival de Cannes, fora da competição, e ganhou prêmio de melhor contribuição artística (Jóhann Jóhannsson, pela trilha). Chegou aos cinemas brasileiros em 22 de outubro de 2015, com distribuição da Paris Filmes.

Foi indicado a três Oscars (cinematografia, edição de som e trilha) e levou a estatueta pela fotografia de Roger Deakins, mesmo com a vitória indo oficialmente para outra edição do mesmo ano. O longa entrou na lista de melhores filmes da década em veículos como Sight & Sound, BBC Culture e IndieWire.

Quase dez anos depois, continua sendo referência obrigatória em policial de ação, com direito a sequência direta (Sicario: Dia de Soldado, 2018) e citações constantes em séries e jogos que tratam do tema.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência da travessia na ponte internacional, com direito a drone subindo entre os carros, é daquelas que mudam o que se espera de um suspense de ação. Roger Deakins transforma o deserto em personagem.

Ponto alto: Benicio Del Toro entrega um Alejandro econômico, onde cada gesto e cada silêncio dizem mais do que diálogos inteiros em outros filmes.

Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para o lugar-comum da vingança pessoal, perdendo parte da frieza política que sustentava as duas primeiras partes.

Ponto fraco: Kate, a protagonista, reage mais do que age em diversos momentos — quem busca uma heroína no modelo clássico pode sair frustrado.

Curiosidades de bastidores

  • Este foi o primeiro roteiro de Taylor Sheridan vendido em Hollywood. Ele escreveu Sicario depois de virar ator sem sucesso, e o projeto abriu caminho para Hell or High Water e Wind River.
  • A cena da ponte foi filmada de verdade na Ponte das Américas, em El Paso-Ciudad Juárez, e o drone usado por Roger Deakins virou caso de estudo em escolas de cinema.
  • Jóhann Jóhannsson compôs a trilha original, mas ela foi descartada na mixagem final em favor de uma abordagem mais minimalista do próprio Deakins, fato que o compositor lamentou publicamente.

Perguntas frequentes

Sicario: Terra de Ninguém é baseado em fatos reais? Não de forma direta. O roteiro mistura referências à Operação Fast and Furious, ao Cartel de Sinaloa e a Ciudad Juárez dos anos 2010, mas a trama e os personagens são ficcionais.

Qual a classificação indicativa e tem cenas fortes? Classificação 18 anos. Contém violência explícita, execuções, tortura psicológica e linguagem pesada. Não é recomendado para espectadores sensíveis.

Sicario tem cena pós-créditos? Não. Os créditos finais sobem logo após o último plano, sem teaser ou gancho. Quem busca conexão direta, a sequência vem em Sicario: Dia de Soldado (2018).

Pra quem é este filme:

  • Fãs de thriller geopolítico estilo Traffic e Zero Dark Thirty, interessados em como políticas de segurança viram guerra suja.
  • Entusiastas de cinema de autor que acompanham a filmografia de Denis Villeneuve antes de Blade Runner 2049 e Duna.
  • Leitores de não-ficção investigativa sobre cartéis mexicanos e Operação Fast and Furious, que curtem ver esse material destilado em narrativa de policial.