Veja o trailer do filme Shrek Terceiro
Shrek Terceiro: o ogro verde em crise de identidade real
Depois de virar marido da princesa Fiona e sogro problemático, Shrek descobre que o sogro, o rei Harold, faleceu. Sem o menor talento para coroas, ele parte em missão com o Burro e o Gato de Botas.
O objetivo é encontrar um herdeiro descente no Reino de Tão, Tão Distante antes que o primo usurpador Príncipe Encantado assuma o poder.
O filme mantém a animação DreamWorks afiada, com piadas que funcionam em camadas diferentes e uma corrida contra o tempo que vira quase road movie medieval.
Para quem curtiu os anteriores, a sensação de familiaridade é inevitável. Mas a direção de Chris Miller e Raman Hui tenta escapar do déjà vu com reviravoltas inesperadas em momentos-chave.
Estréia, legado e o terceiro longa da franquia
Shrek Terceiro chegou aos cinemas brasileiros em 15 de junho de 2007, no auge do fenômeno DreamWorks que dominava as bilheterias de família e fantasia.
Foi a maior abertura da franquia até então, arrastando multidões para a sequência da saga do ogro mais cínico do cinema.
A comédia dividiu a crítica na época, com notas mistas em veículos como Rotten Tomatoes e Metacritic, mas arrebatou o público infantil e rendeu lucro robusto no mundo todo.
Hoje é lembrado como o elo de transição da série, preparando o terreno para Shrek Para Sempre e cimentando o carisma do Gato de Botas, que depois ganhou o filme solo Gato de Botas 2.
Apareceu em premiações técnicas, com indicações ao Annie Awards, consolidando o padrão de qualidade que a DreamWorks vinha alcançando em animação digital.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o trio central segue afiadíssimo, e o Gato de Botas rouba todas as cenas em que aparece. A direção inclui seqüências de ação criativas e piadas que atravessam gerações, de referências literárias a trocadilhos visuais.
O arco do Artie, vivido por Justin Timberlake, é uma tentativa louvável de discutir bullying e aceitação sem cair no discurso piegas.
Ponto fraco: a estrutura lembra demais os filmes anteriores, com jornada de busca que repete a fórmula. Alguns subplots, como os contos de fadas se rebelando no castelo, mereciam mais tempo em tela.
O ritmo oscila entre piadas rápidas e momentos sentimentais que se estendem além do necessário, especialmente na reta final.
Curiosidades dos bastidores
- O título provisório em inglês era Shrek 3, alterado para Shrek the Third para soar mais sofisticado, como um terceiro ato shakespeariano.
- A DreamWorks trouxe Justin Timberlake depois que o ator demonstrou interesse em dar voz a um personagem de animação durante entrevistas.
- As cenas com os vilões de contos de fadas se rebelando foram expandidas no roteiro justamente para preencher o vazio deixado pelo vilão principal.
Perguntas frequentes sobre Shrek Terceiro
Shrek Terceiro é bom ou ruim? É um entretenimento sólido dentro da franquia, com humor eficaz e personagens carismáticos, mesmo repetindo a fórmula dos longas anteriores. O público costuma gostar mais do que a crítica formal.
Shrek Terceiro tem cena pós-créditos? Não há cena pós-créditos, mas a sequência final do longa funciona como um desfecho emocional importante para o arco do Shrek e da Fiona.
Preciso ter visto os anteriores para entender? Não é estritamente necessário, mas conhecer Shrek 1 e Shrek 2 deixa várias piadas internas e o arco dos personagens muito mais saborosos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animação adulta que adoram piadas metalingüísticas, quebra de quarta parede e paródia de contos de fadas clássicos.
- Quem tem o hábito de maratonar franquias e procura o contexto completo da saga antes de encarar Shrek Para Sempre ou derivados.
- Pais e responsáveis buscando sessão pipoca em família com humor que diverte adulto e criança sem constranger ninguém.
Título original: Shrek the Third
País de origem: EUA
Data do lançamento: 15/06/2007
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Diretor: Chris Miller (LX), Raman Hui