Shingeki No Kyojin
O que é Shingeki no Kyojin (2015) na prática
Imagine um mundo cercado por muralhas gigantes construído para manter os titãs do lado de fora. A ordem funciona por séculos, até o dia em que um titã colossal rompe a defesa e abre caminho para uma chacina.
É nesse cenário que acompanhamos Eren Yeager, um garoto que perde a mãe no ataque e jura vingança. Quando ele descobre que pode se transformar em titã, vira peça central numa guerra desesperada pela sobrevivência.
O longa adapta a primeira metade da saga criada por Hajime Isayama, condensando em 99 minutos o que a série de anime estende por dezenas de episódios. É um filme de ação com cara de fantasia sombria, onde a violência não é estilizada, é crassa.
Estreia e legado
Lançado em 1º de agosto de 2015 no Japão, Shingeki no Kyojin estreou em primeiro lugar nas bilheterias japonesas, arrecadando mais de 380 milhões de dólares no total entre os dois longas que compõem a adaptação live-action.
Já no Ocidente a recepção foi mais fria, com críticas apontando atuações irregulares e um ritmo apressado. Mesmo assim, virou objeto de culto entre fãs de ficção científica japonesa e curiosos do universo de Isayama.
O longa faz parte de uma franquia muito maior, que inclui a série animada, o mangá e a sequência Attack on Titan: Fim do Mundo, lançada ainda em 2015. Para quem quer entender a mitologia completa, vale conferir a animação antes do filme. Hoje é lembrado como uma tentativa ambiciosa, embora imperfeita, de levar os titãs para o live-action.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os efeitos práticos e a reconstrução do mundo dos titãs impressionam. O trabalho do diretor Shinji Higuchi, veterano de Shin Gojira, aparece no design dos colossais e nas cenas de destruição, com cara de blockbuster real e não de adaptação barata.
Ponto fraco: o roteiro condensa demais a mitologia. Quem nunca leu o mangá nem viu o anime sai do cinema com lacunas, principalmente sobre as motivações dos militares e a origem das muralhas. Faltou fôlego para respirar o universo.
Veredito: é um passaporte curioso para a franquia, não um divisor de águas. Funciona melhor como complemento do anime do que como porta de entrada.
Curiosidades dos bastidores
- O diretor Shinji Higuchi é o mesmo responsável pelos efeitos especiais de Shin Godzilla e de clássicos como O Resgate do Soldado Ryan.
- Os figurinos dos titãs usaram musculatura real mapeada por captura de movimento, com direito a atores dentro de armaduras gigantes controladas por equipes técnicas.
- O filme foi rodado em 2014 na ilha de Hashima, no Japão, um local histórico que rendeu cenas de ambientação opressiva sem precisar de muitos efeitos digitais.
Perguntas frequentes
Shingeki no Kyojin (2015) é baseado no anime ou no mangá?
Os dois. A obra original é o mangá de Hajime Isayama, mas o filme live-action adapta os arcos iniciais que ficaram famosos pela animação do Studio Wit, lançada em 2013.
Preciso ver o anime antes de assistir o filme?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. O longa comprime a história e pula explicações que quem não conhece a franquia vai sentir falta.
Existe cena pós-créditos em Shingeki no Kyojin?
Não. O longa fecha sua narrativa dentro do próprio ato, mas deixa gancho direto para a sequência Attack on Titan: Fim do Mundo, lançada ainda em 2015.