Veja o trailer do filme Sete Anos no Tibet
Antes de tudo, qual é a premissa de Sete Anos no Tibet?
Em 1939, o alpinista austríaco Heinrich Harrer deixa a esposa grávida para escalar o Nanga Parbat, o nono pico mais alto do mundo. Quando a Segunda Guerra eclode, ele vira prisioneiro dos britânicos na Índia.
Após várias tentativas de fuga, ele consegue atravessar o Himalaia com o companheiro de escalada Peter Aufschnaiter. Os dois acabam parando em Lhasa, a capital sagrada do Tibet, onde se tornam os únicos estrangeiros em meio a uma cultura fechada ao mundo ocidental.
É nesse isolamento que a vida de Heinrich vira do avesso. Ele vira professor e, depois, confidente do jovem Dalai Lama — papel vivido com sensibilidade por um ator mirim que rouba várias cenas do próprio Brad Pitt.
Quando estreou e qual o legado do filme
Sete Anos no Tibet chegou aos cinemas brasileiros em 15 de maio de 1998, três anos após o lançamento original em 1997. A produção enfrentou uma enorme dificuldade extra-roteiro: a China vetou qualquer filmagem em território tibetano como retaliação ao roteiro, então as gravações aconteceram no Nepal, na Argentina e no Canadá.
O longa foi indicado a sete Oscar em sua temporada de premiações, incluindo melhor fotografia, música original e montagem. Perdeu para Titanic em quase todas as categorias relevantes, mas entrou para o imaginário coletivo como um dos grandes dramas de jornada dos anos 1990.
Hoje, mais de duas décadas depois, o filme segue lembrado pela fotografia das montanhas assinada por Robert Fraisse, pela trilha de John Williams e por ter consolidado Brad Pitt como astro de dramas de grande porte.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a escalada inicial no Nanga Parbat, a reconstrução de Lhasa nos anos 1940 e o vínculo crescente entre Heinrich e o jovem Dalai Lama. São cenas que sustentam o filme mesmo nos momentos em que o ritmo cai.
Ponto alto técnico: a fotografia da cordilheira do Himalaia, que vira quase um personagem silencioso. A trilha de John Williams também merece destaque.
Ponto fraco: o segundo ato aposta em muita exposição histórica e pouca ação, o que pode testar a paciência de quem procura um filme de aventura mais dinâmico. A transformação de Heinrich também chega embalada em alguns diálogos过于 expositionais.
3 curiosidades rápidas dos bastidores
- O verdadeiro Heinrich Harrer teve seu relato autobiográfico censurado na China, o que acabou transformando o livro em um clássico underground no país.
- Brad Pitt treinou alpinismo real por meses antes das filmagens e chegou a escalar sem dublê trechos do Nanga Parbat reproduzido nos Andes.
- A China proibiu a entrada do filme no país e vetou o roteirista em território chinês por quase uma década.
Perguntas frequentes sobre Sete Anos no Tibet
Sete Anos no Tibet é baseado em fatos reais? Sim, o filme é adaptado do livro autobiográfico de Heinrich Harrer, alpinista austríaco que viveu em Lhasa entre 1944 e 1951 e conviveu com o Dalai Lama ainda criança.
O filme tem cena pós-créditos? Não. A história termina com a invasão chinesa do Tibet em 1950 e os créditos finais rolam logo em seguida, sem teaser ou cena extra.
Quem dirige Sete Anos no Tibet? A direção é de Jean-Jacques Annaud, cineasta francês conhecido por O Urso e por dramas de grande escala visual. A direção de Annaud é um dos pontos altos da produção.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Brad Pitt em fase dramática que curtiram O Curioso Caso de Benjamin Button e Corações de Ferro.
- Interessados em história do século XX, Segunda Guerra, alpinismo do Himalaia e budismo tibetano.
- Público que gosta de filmes de jornada e transformação pessoal, com viés de biografia e viagem espiritual.
Título original: Seven Years in Tibet
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 15/05/1998
Diretor: Jean-Jacques Annaud
Principais atores: