Royal Opera House: Norma
O que esperar de Royal Opera House: Norma
Royal Opera House: Norma é o registro da montagem que estreou no The Royal Opera de Londres, com a premiada soprano Sonya Yoncheva no papel-título.
Na história, Norma é uma sacerdotisa druida que descobre a traição do amante romano Pollione e precisa decidir entre o dever público e a vingança pessoal.
A obra bel canto de Bellini, escrita em 1831, ganha aqui uma direção cênica assinada por Àlex Ollé, do coletivo catalão La Fura dels Baus, conhecida por espetáculos visualmente ousados.
A regência é de Antonio Pappano, Diretor Musical do Royal Opera, referência absoluta no repertório italiano.
Para quem curte ópera em gravações de altíssimo nível técnico, é um dos títulos mais procurados dos últimos anos.
Estreia e legado
A produção original subiu ao palco do Covent Garden na temporada 2016/2017, com sessões registradas que chegaram às salas de cinema em 16 de março de 2017 no circuito de transmissões ao vivo e gravadas.
O título Norma é um clássico absoluto do repertório, e a ária "Casta Diva" se tornou uma das páginas mais executadas da história da ópera italiana.
A montagem com Yoncheva foi celebrada pela crítica europeia pelo equilíbrio entre tradição belcantista e leitura contemporânea, ganhando espaço em palcos internacionais e integrando o circuito de cinema exibidor.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a regência detalhada de Pappano, que valoriza o fraseado belcantista e a voz de Sonya Yoncheva, entregando uma "Casta Diva" contida e dramática.
Yoncheva sustenta os quase 3h30 de espetáculo com linhas longas e uma presença cênica que cresce no segundo ato.
Ponto fraco: a direção de Àlex Ollé aposta em referências modernas e imagens fortes sobre fanatismo religioso, o que pode incomodar o público que prefere montagens mais convencionais.
Para o espectador habituado a produções tradicionais, a releitura exige uma leitura visual mais ativa.
Curiosidades
- Àlex Ollé é diretor do La Fura dels Baus, grupo catalão famoso por aberturas de cerimônia como a dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992.
- "Casta Diva" é uma das poucas árias de ópera reconhecíveis até por quem nunca assistiu a uma ópera completa.
- A montagem integra o projeto Cinema Exhibitor, que leva óperas do Covent Garden para mais de 1.500 salas ao redor do mundo.
Perguntas frequentes
Royal Opera House: Norma é para iniciantes em ópera?
Sim. A narrativa é direta, baseada em amor, traição e sacrifício, e o destaque vai para a voz solo, o que facilita o primeiro contato com o gênero.
Quanto tempo dura o filme?
São cerca de 206 minutos de espetáculo, divididos em dois atos, sem intervalo cinematográfico.
Tem cena pós-créditos?
Não. Por ser uma ópera registrada, o encerramento segue a partitura original e não inclui créditos extras cômicos ou teasers.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ópera italiana clássica e do repertório bel canto do século XIX.
- Quem acompanha a carreira de Antonio Pappano e quer ver seu trabalho à frente do Royal Opera.
- Interessados em leituras cênicas contemporâneas de obras canônicas, como as do La Fura dels Baus.
Título original: Royal Opera House: Norma
País de origem: Inglaterra
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Antonio Pappano
Principais atores: