Rock’n roll – Por trás da fama

Rock’n roll – Por trás da fama

14 Comédia Duração: 2h 3min

Sobre o que é o filme

Guillaume Canet, cineasta francês, interpreta uma versão de si mesmo atormentada por uma frase de uma jovem atriz: ele não seria "rock". A crítica vira fissura.

Aos 43 anos, o personagem mergulha numa crise de identidade que o leva a repensar visual, musical e comportamentalmente cada detalhe da própria vida.

O longa mistura comédia ácida, sátira ao ego artístico e muita metalinguagem sobre o star system francês.

Estreia, legado e o que esperar

Rock'n'roll estreou na França em 15 de fevereiro de 2017 e rapidamente virou um dos maiores fenômenos de bilheteria do cinema francês daquele ano, arrastando mais de 1,6 milhão de espectadores só na abertura.

A carreira do diretor teve altos e baixos na recepção crítica, mas este trabalho chamou atenção justamente pelo deboche com o meio que ele mesmo habita. É lembrado até hoje como um dos retratos mais impiedosos que um cineasta fez de si próprio.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a virada na segunda metade, quando a metalinguagem deixa de ser vaidade e vira autocrítica feroz. As participações especiais funcionam como soco no ego do protagonista.

Ponto fraco: o primeiro ato é arrastado, com piadas que dependem demais do contexto do cinema francês e demoram a envolver quem não conhece as referências.

  • O longa nasceu de um momento real: Guillaume Canet e Marion Cotillard foram flagrados por um paparazzo voltando a pé para casa e a piada viralizou na França, inspirando o roteiro.
  • Marion Cotillard, Leï Bekhti, Kev Adams e Mathieu Chedid aparecem como versões de si mesmos, reforçando a pegada metalinguística.
  • A cena de abertura com referência à crítica "você não é rock" virou uma das falas mais citadas do cinema francês recente.

Rock'n'roll – Por trás da fama vale a pena?

Vale, especialmente para quem curte comédia europeia e sátira ao star system. O filme é irregular no ritmo, mas tem um segundo ato afiado que compensa.

Tem cena pós-créditos?

Não há cena pós-créditos relevante. A projeção termina sem teasers extras ou gag escondida depois dos créditos.

É um filme autobiográfico?

É semi-autobiográfico. Guillaume Canet interpreta uma versão ficcional de si mesmo, misturando fatos reais e invenção para construir a comédia.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia europeia, principalmente das obras de Guillaume Canet e da geração de autores da Cahiers du Cinéma.
  • Leitores do Cahiers du Cinéma interessados nas tensões entre crítica, autor e ego criativo.
  • Quem acompanha festivais como Cannes e curte cinebiografias disfarçadas de ficção.