Veja o trailer do filme Roar

Roar

Roar

O que é Roar e por que ele existe

Imagine passar férias na casa do seu sogro e descobrir que ele cria mais de cem felinos selvagens soltos pela sala. É exatamente essa a premissa de Roar, o filme de 1981 dirigido por Noel Marshall, que decidiu transformar a própria vida em um longa-metragem.

A trama gira em torno de Hank, um pesquisador que vive isolado com seus animais — entre tigres, leões, leopardos, onças e guepardos — em uma reserva caseira. Quando a esposa e os filhos chegam para visitá-lo, descobrem que os bichos tratam aquela casa como território deles.

Mais do que uma ficção convencional, o filme funciona quase como um terror documental: tudo o que você vê acontecendo na tela aconteceu de verdade com o elenco.

Uma estreia turbulenta que virou lenda

Lançado em 31 de dezembro de 1981, Roar passou anos em produção e custou uma fortuna para a família Marshall. A distribuição foi acidentada — a Fase 1 do filme demorou quase uma década para ser concluída por conta de incidentes graves nos bastidores.

O longa recebeu críticas mistas na época, mas conquistou um cult status que cresce a cada década. Hoje é citado em listas dos filmes mais perigosos já feitos, ao lado de produções como Artista do Desastre, que também explora o caos criativo de produções cinematográficas.

Sua reputação se sustenta menos pelo roteiro e mais pela coragem (ou insanidade) de colocar uma família dentro de uma jaula com predadores reais. É um documento único sobre os limites do cinema.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a autenticidade é avassaladora. Ver leões, tigres e guepardos reais interagindo com atores humanos — sem truques digitais — produz uma tensão que o cinema contemporâneo raramente alcança. É impossível não ficar vidrado na tela.

Ponto alto: a presença de Tippi Hedren, musa de Hitchcock em Os Pássaros, vivendo uma situação de pânico com animais que parece uma homenagem involuntária ao clássico de 1963.

Ponto fraco: a narrativa é praticamente inexistente. Funciona como aventura de sobrevivência, mas quem busca enredo estruturado vai sair frustrado. As atuações também são irregulares — o que faz sentido, já que vários atores foram atacados de verdade durante as gravações.

Ponto fraco: a violência envolvendo os animais é pesada e pode incomodar espectadores sensíveis, especialmente cenas com ferimentos reais do elenco.

Curiosidades de bastidores

  • Mais de 70 pessoas foram feridas durante a produção, incluindo membros da família Marshall e figurantes. O próprio diretor Noel Marshall teve o couro cabeludo arrancado por um leão.
  • O orçamento estourou de forma descomunal: o que começou como um projeto de baixo custo terminou custando cerca de 17 milhões de dólares da época.
  • Tippi Hedren, Melanie Griffith e Noel Marshall aparecem todos nos créditos com cicatrizes reais deixadas pelos animais — elas nunca foram removidas cirurgicamente.

Perguntas frequentes sobre Roar

Roar (1981) vale a pena assistir? Vale para quem curte cinema de exploração, filmes cults e documentários sobre bastidores insanos. Não vale para quem busca narrativa tradicional ou não tolera violência animal.

Roar é baseado em fatos reais? Não é uma história real, mas tudo o que acontece na tela foi improvisado ou aconteceu de verdade com o elenco. Os ataques são genuínos.

Tippi Hedren se machucou gravando Roar? Sim. Ela foi atacada por um leão, fraturou a perna e precisou passar por cirurgia reconstrutiva. Foi um dos acidentes mais graves da história do cinema.

Pra quem é este filme:

  • Entusiastas de cinema bizarro e cults: quem já assistiu a documentários sobre bastidores insanos e adora descobrir filmes que desafiam qualquer lógica de produção.
  • Fãs de Tippi Hedren e do cinema de Hitchcock: espectadores que conhecem Os Pássaros e se interessam pela trajetória da atriz fora do mestre do suspense.
  • Curiosos por comportamento animal: pessoas fascinadas por grandes felinos,培训工作 de animais selvagens e interações reais entre humanos e predadores.