Veja o trailer do filme Risco Duplo

Risco Duplo

Risco Duplo

Suspense Policial Duração: 1h 45min

Sobre o que é Risco Duplo

Libby Parsons (Ashley Judd) acorda coberta de sangue ao lado de uma faca, sozinha em um barco. O marido desapareceu. A polícia não precisa de muito para colocá-la atrás das grades.

O caso seria apenas mais um true crime de cinema se, dentro da prisão, Libby não descobrisse por acidente que o marido Nick (Bruce Greenwood) está vivo. E morando com a melhor amiga dela, Angela (Annabeth Gish). E com o filho do casal.

A partir daí, o longa vira uma aula prática sobre a Quinta Emenda americana. A lei proíbe alguém de ser julgado duas vezes pelo mesmo crime. Como ela já foi condenada, ninguém pode condená-la de novo. Mesmo que ela termine o serviço.

Quando estreou e por que ele ainda aparece na TV

Risco Duplo chegou aos cinemas em 1999, em meio à era de ouro dos thrillers protagonizados por mulheres. Era a época de Corpo Fechado, de Possuídos e de Jason Bourne, títulos que tratavam protagonista feminina ou masculina com a mesma seriedade de herói de ação.

Não levou Oscar, não disputou Cannes, nem precisou. A bilheteria rendeu cerca de 177 milhões de dólares no mundo, com orçamento de 60 milhões. Um retorno sólido para um suspense de baixo custo apostado na força da protagonista.

Hoje, ele sobrevive como clássico de TV aberta e sessão da tarde. É o tipo de filme que reprises na Globo e na Sessão da Tarde adoram reprisar, justamente porque tem reviravolta clara, vilão identificável e final catártico.

Vale o ingresso?

O ponto alto é a dupla central. Ashley Judd está com o olhar de quem foi abandonada por Deus e pelo roteiro, e Tommy Lee Jones resolve tudo com sobrancelha levantada. A viagem de carro dos dois pelo interior dos EUA é a melhor parte do filme, com um humor ácido que destoa do tom dramático e funciona.

O ponto fraco é o ritmo no meio. A fuga em si perde fôlego quando a trama entra em modo procedural. A premissa jurídica também exige o famoso suspension of disbelief. É entretenimento dos anos 90, não aula de direito constitucional.

Vale a sessão pipoca. Não vale pagar IMAX.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro foi comprado por 2,5 milhões de dólares numa guerra de lances, valor altíssimo para a época e considerado um investimento de risco pelo estúdio.
  • Ashley Judd gravou boa parte das cenas de cadeia em uma prisão real desativada em British Columbia, no Canadá, com figurino reaproveitado de detentas locais.
  • O diretor Bruce Beresford é o mesmo de Driving Miss Daisy, o que sempre rende uma piada pronta sobre transição de tom entre os dois filmes.

Perguntas frequentes

Risco Duplo é baseado em fatos reais?

Não. É ficção, mas a premissa se apoia na Quinta Emenda da Constituição americana, que de fato proíbe dupla condenação pelo mesmo crime. A aplicação no enredo é dramatizada.

Quem matou o marido de Libby em Risco Duplo?

A resposta é o eixo da segunda metade do filme. A protagonista descobre dentro da prisão que o marido, dado como morto, está vivo e forjou a cena do crime com a ajuda da melhor amiga.

Risco Duplo tem cena pós-créditos?

Não. O final é fechado, com resolução clara durante os créditos finais, sem gancho extra depois.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de thriller de vingança dos anos 90, estilo Ashley Judd e Jodie Foster no auge da MTV Hollywood.
  • Quem curte duplas improváveis em road movie, com a tensão entre perseguidora e parceiro relutante, referência obrigatória a Jason Bourne.
  • Apreciadores de suspense com reviravolta jurídica, próximos do clima de Mente Criminosa e A família.